quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Caminhos da comunicação para o conhecimento

Discutir as pesquisas no campo da comunicação, com um balanço dos temas mais estudados, e apresentar um panorama dos projetos apoiados pela Fapesp na área nos últimos dez anos.

Com esse propósito, o “Seminário Intercom – Fapesp Caminhos Cruzados: Comunicar para Conhecer” reuniu, no dia 12 de novembro, em São Paulo, alguns dos principais pesquisadores da área no Brasil, que apresentaram ao público um balanço das pesquisas realizadas em diferentes vertentes da comunicação.
O seminário, organizado pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares em Comunicação (Intercom), fez parte de uma série de encontros que estão sendo realizados pela instituição em 2012, ano em que completa 35 anos. A série homenageia instituições como a Fapesp, que faz 50 anos. Durante o encontro foi apresentado um panorama das pesquisas conduzidas em diferentes áreas da comunicação, das quais 363 contaram com apoio da FAPESP na última década.

O seminário foi aberto por Maria Immacolata Vassallo de Lopes, professora e coordenadora do Centro de Estudos de Telenovela (CETVN) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), que apresentou um balanço das pesquisas desenvolvidas no Centro envolvendo estudos televisivos e o gênero ficcional dentro da TV, com ênfase para a produção de teledramaturgia brasileira, mais especificamente a telenovela, como fenômeno cultural de massa.

A trajetória das pesquisas que deram origem ao CETVN, apresentada por ela, ressalta a dificuldade enfrentada pelos pesquisadores do tema em estabelecer legitimidade à telenovela como objeto de estudo, e faz sobressair o patamar atual das pesquisas na área, que colocam o Brasil em destaque entre os 12 países que compõem o Observatório Ibero-americano de Ficção Televisiva (Obitel) – uma rede virtual de pesquisadores de teledramaturgia, com protocolo de pesquisa unificado, acompanhamento das produções televisivas e publicação periódica de artigos.

Nessa trajetória, Maria Immacolata destacou as primeiras pesquisas de recepção da telenovela, quando ainda se buscava estabelecer uma metodologia de pesquisa para a área, passando pela telenovela como recurso narrativo e como narrativa da própria nação, até os estudos atuais, “em que o fenômeno do conteúdo televisivo e da participação do público nas redes sociais na internet configura a chamada transmidiação, integrando novas possibilidades de estudo, como a ‘netnografia’”.

As pesquisas sobre televisão, que ganharam vulto na última década, também foram destaque na apresentação de Esther Império Hamburger, diretora do Cinusp Paulo Emílio.

De acordo com Hamburger, há atualmente uma diversificação dos meios televisivos e, consequentemente, das pesquisas envolvendo esse meio, visto que os projetos abordam desde aspectos da indústria cultural, passando pela história da televisão, pela pesquisa sobre digitalização de acervos e chega às inovações tecnológicas, que, conforme disse, são antecipadas pela imaginação.

Segundo a pesquisadora – que também coordena o Laboratório de Investigação e Crítica Audiovisual (Laica) da ECA-USP, apoiado pelo Programa Equipamentos Multiusuários da Fapesp –, enquanto inovações tecnológicas como videoteipe, satélite, cor e transmissão por cabo não alteraram conceitualmente a televisão, adventos tecnológicos mais recentes, como a TV digital e a convergência com a internet, vêm transformando significativamente o conceito desse meio, abolindo por completo a ideia unidirecional da informação.

“Entre outros aspectos, essas inovações desconstruiram a noção de grade de programação, permitindo que o telespectador tenha acesso hoje não apenas ao conteúdo exibido, mas seja ele mesmo um agente da programação”, disse Hamburger.

Novas mídias e participação pública

As apresentações da manhã no Simpósio Intercom tiveram como moderadora Mariluce Moura, diretora de redação da revista Pesquisa Fapesp. Na parte da tarde, Maria da Graça Mascarenhas, gerente de comunicação da Fundação, foi responsável pela moderação das conferências, iniciadas por Lúcia Santaella, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Os estudos envolvendo as chamadas novas mídias e suas confluências com a televisão foram o mote da exposição de Santaella. Segundo a pesquisadora, essa mescla, que levou à hipermídia, também transformou a internet em “plataformas participativas, nas quais a navegação livre acontece concomitantemente às possibilidades oferecidas pelos novos direcionamentos propostos pelas redes sociais, a partir das quais há uma maior ordenação dos sentidos”.

Santaella também fez uma análise das subáreas apoiadas pela FAPESP no campo da comunicação desde 2002, elencando pesquisas em temas como visualidade na realidade urbana; o universo da imagem (das imagens mentais às fotos e imagens digitais); imagem e arte; relações entre design e arte; publicidade e consumo; cinema e audiovisual; mídia e comunicação; multimídia e hipermídia; cibercultura; redes digitais; ativismo nas redes e inclusão digital; ambientes e plataformas digitais e games.

Um aspecto importante observado por Santaella é que as pesquisas em comunicação, antes restritas a instituições mais tradicionais, foram se espraiando ao longo da última década e, atualmente, estudos são conduzidos nas mais diferentes universidades e instituições de pesquisa, com apoio de agências de fomento, como a Fapesp. O mesmo ocorreu com subáreas antes tidas como irrelevantes, como os games, que hoje são encaradas como um novo aspecto a ser explorado também pelos pesquisadores.

Outra análise, desta vez sobre estudos em comunicação científica, foi apresentada por Carlos Vogt, coordenador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp).

Além de expor um panorama das pesquisas realizadas pelo Labjor sobre comunicação científica, envolvendo percepção pública da ciência e da tecnologia, relações entre técnica e tecnologia e aspectos da cultura científica, Vogt destacou a questão dos modelos de percepção e o combate ao conceito de déficit de compreensão – o qual pressupõe haver certa hierarquia na construção do conhecimento científico e na maneira como essas informações chegam ao público.

“Ao contrário dessa noção de déficit de conhecimento, a cultura científica pode ser compreendida na forma de uma espiral, na qual todos os atores da construção do conhecimento científico tomam parte, inclusive o público”, disse Vogt.

O pesquisador, que também é poeta e linguista, exemplifica a questão por meio de analogia: o fato de uma pessoa não jogar futebol não a impede de amá-lo, de ser amador de sua prática, e de praticá-lo sempre, mesmo que, na maioria das vezes apenas pela admiração aficionada de torcedor. O mesmo ocorreria com o conhecimento e a cultura científica.

Nesse sentido, o conceito de bem estar cultural, resultante das relações da sociedade com as inovações tecnológicas e que envolve valores e atitudes, hábitos e informações, se caracterizaria, segundo Vogt, pelo conforto crítico da inquietude gerada pela provocação sistemática do conhecimento – fator preponderante também para as pesquisas na área da comunicação.

Comunicação básica

Embora complexo, o problema da pesquisa em comunicação, para o professor José Marques de Melo, presidente honorário e um dos fundadores da Intercom, pode ser mais facilmente localizado, hoje, na desigualdade que verifica nas próprias pesquisas desse campo.

Segundo Melo, enquanto as investigações avançam em termos de novas mídias, o conhecimento acerca das questões fundamentais da comunicação tem sido deixado de lado pelos jovens pesquisadores da área.

“As novas tecnologias não alteram significativamente a área da comunicação. Elas são absorvidas pelas sociedades, mas têm capacidade limitada para modificações conceituais. No Brasil, as pesquisas envolvendo novas mídias têm se desenvolvido, mas faltam estudos atuais sobre comunicação básica. Por isso, é preciso equilibrar pesquisas sobre o novo e sobre o convencional”, disse.

Para Marques de Melo, se por um lado houve aumento na quantidade de pesquisas em comunicação na última década, com apoio crescente das agências de fomento, por outro, ainda falta, por parte das instituições, priorizar os estudos comunicacionais, pois o mapa de como a comunicação se insere na sociedade ainda está por ser completado.

Marques de Melo receberá no dia 24 de novembro, em Alagoas, a Medalha Denis Agra, durante a cerimônia de entrega do Prêmio Braskem de Jornalismo.

Fonte:  Agência Fapesp.


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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Por um Sinpro Macaé e Região Democrático, independente e transparente. Chapa Única: “Fortalecer o SINPRO para fortalecer as conquistas dos professores.”




Diretoria Executiva: 

Presidente: César Gomes Araujo.

Vice-Presidente: Ana Maria Pinto.
Secretaria Geral: Guilhermina Luzia da Rocha.
1º Tesouraria: Shirley Lemgruber
2º Tesouraria: Sandra Regina Santos.
Diretoria de Comunicação: Fábio Silva da Rocha.
Diretoria de Educação e Cultura: Ivânia Ribeiro.

Suplente da Diretoria Executiva:
Rosaldo Bezerra Peixoto
Jean Cerqueira

Conselho Fiscal:
Conselheiro: Fábio Gonçalves Aguiar
Conselheira: Beatriz Maria das Graças.
Conselheira: Suely Guimarães da Cunha.

Eleições nos dias: 05 à 09 de novembro de 2012
 
 
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Programa da Chapa única “Fortalecer o SINPRO para fortalecer as conquistas dos professores.”


1) ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO SINDICAL
Um sindicato forte, além de suas lutas corporativas, exige uma estrutura administrativa organizada e reformulada para atender as demandas da categoria. Nosso compromisso é o fortalecimento
da capacidade do sindicato para atingir seus fins maiores: a defesa da categoria, as causas da educação de
qualidade e toda luta da classe trabalhadora e dos movimentos sociais.

2) FORTALECIMENTO DO DEPARTAMENTO JURÍDICO
Com o descumprimento das leis pelos empresários do ensino cada vez mais generalizado, o modelo tradicional do sindicato para o campo jurídico se mostra pouco ágil e eficiente. Por isso, a reestruturação
do setor é urgente, adequando- -o às novas demandas da categoria. Alémde se procurar modernizar o atendimento jurídico com a ampliação da utilização das ferramentas da informática.

3) SUSTENTAÇÃO FINANCEIRA
Para adequar a política de finanças do Sinpro Macaé e região à nova realidade,garantido transparência e gestão equilibrada de recursos, algumas medidas precisam ser implantadas, como o orçamento participativo e a reestruturação do processo de arrecadação para ampliar os recursos disponíveis, além de priorizar as despesas voltadas para o movimento.

4) CONDIÇÕES DE TRABALHO E SAÚDE DO PROFESSOR
Além dos baixos salários, outro ponto que compromete a qualidade da ação educativa são as precárias condições de trabalho e de saúde do professor. Por isso, torna-se necessária uma campanha institucional com o objetivo de alertar a categoria para os problemas de origem psicossomática e cobrar
das instituições patronais solução para os mesmos, com destaque para violência nas escolas, precarização do trabalho e situações de estresse profissional, como o caso da síndrome de Burnout.

5) FORMAÇÃO, EDUCAÇÃO E CULTURA
Entendemos o professor como profissional da educação e da cultura. Daí necessitar uma formação continuada, para além da iniciada nas universidades, para se manter permanentemente atualizado e em sintonia com os desafios da sociedade contemporânea. Assim, entendemos também ser o sindicato um espaço privilegiado de reflexão política e de produção do conhecimento, tendo na luta política seu principal
motor para transformação da vida. Propomos também estabelecer parcerias e convênios com universidades públicas e outras entidades sindicais, visando possibilitar a constituição de um centro de formação política e sindical.

6) COMUNICAÇÃO
 Sem abandonar os veículos tradicionais de comunicação sindical como boletins,
cartilhas, murais e panfletos, o Sinpro  Macaé e região deve adotar as novas ferramentas tecnológicas hoje já disseminadas em outros setores. Trata-se de ampliar o alcance da comunicação e do conhecimento, para informar e formar mais intensamente os profissionais da educação, inclusive no seu local de trabalho. Para isso, os esforços da nova diretoria em buscar inserir o sindicato nas mídias alternativas, além das redes sociais.

7) COMISSÃO DE APOSENTADOS(AS)
A defesa dos direitos dos aposentados deve caminhar pari passu com a dos direitos dos profissionais da ativa, pois estes últimos ao fim da sua trajetória profissional caminham para a aposentadoria, que deve ser estável e segura. Daí a luta conjunta da categoria ser necessária, visando os interesses e as reivindicações comuns, sendo urgente o resgate do setor para as lutas mais cotidianas da educação. Assim, propomos a organização de uma Comissão de Aposentados (as) de atuação permanente.

8) PARCERIAS COMUNVERSIDADES E MOVIMENTOS SOCIAIS
O Sinpro Macaé e região tem para o próximo período o desafio de se engajar
com os movimentos sociais e políticos progressistas e democráticos em defesa da escola pública, como dos serviços públicos, em geral. Além de buscar resgatar o papel social da educação e do educador. Para isso, o nosso compromisso de promover e participar de alianças estratégicas junto a diferentes fóruns, tendo em vista organizar futuras conferências e encontros de educação, cultura, arte, comunicação, saúde etc. São também bem-vindas parcerias com universidades públicas, em especial para contribuir com o sindicato no
protagonismo pela construção do Plano Nacional de Educação(PNE) e em defesa
das deliberações da categoria, durante as diversas fases da CONAE.

9) REIVINDICAÇÕES E LUTAS SALARIAIS
Nossa plataforma tem como princípios fundamentais a correção justa dos
salários com reajustes reais, a manutenção e a ampliação das cláusulas sociais. É também prioritária a elevação do valor da hora-aula e do piso da categoria. Outros pontos se fazem prementes como combater
a meritocracia, a mercantilização e a financeirização da educação. Ampliar a pauta reivindicatória e defender a elevação e unificação do piso profissional. Lutar contra o assédio moral, o excesso de estudantes em sala de aula e pressões das direções e dos pais de alunos sobre os professores, entre outros problemas. Atenção especial para as armadilhas da Educação à Distância (EAD). Combater e denunciar a privatização da rede
pública, as parcerias público-privadas, contratos com as organizações sociais, promovendo a defesa da escola pública, gratuita, democrática, laica, universal e de qualidade social.

10) PARTICIPAÇÃO NOS CONSELHOS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO
Como defendido em pontos acima, o Sinpro Macaé e região deve protagonizar junto a outras entidades da
sociedade civil local a luta em defesa da educação para a população, em especial para os segmentos mais necessitados, quando o setor privado além de oferecer serviços precários não deixa de cobrar preços, não raro extorsivos. Por isso, o sindicato deve primar pelo seu compromisso e competência junto aos órgãos públicos no sentido de cobrar e pressionar que se cumpram as determinações legais em defesa do contribuinte e do consumidor que, além de pagar impostos, tem que arcar com despesas em área social essencial, como a educação, que deveria ser prioridade das políticas públicas e dos políticos eleitos com base em promessas muitas vezes demagógicas e não cumpridas.


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CONDIÇÕES DE TRABALHO E SAÚDE PARA O PROFESSOR - NÓS DEFENDEMOS!!!!






Além dos baixos salários, outro ponto que compromete a qualidade da ação educativa são as precárias condições de trabalho e saúde do professor. Por isso, torna-se necessária uma campanha institucional com o objetivo de alertar a categoria para os problemas de origem psicossomática e cobrar das instituições patronais solução para os mesmos, com destaque para violência nas escolas, precarização do trabalho e situações de estresse profissional, como o caso da síndrome de Burnout.

A valorização profissional dos trabalhadores em estabelecimentos de ensino também está relacionada com as condições de trabalho. Por isso, a limitação de estudantes por turma é uma reivindicação que precisa avançar e ser concretizada. Afinal, uma sala de aula lotada compromete a qualidade do ensino e afeta até mesmo a saúde do professor.



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REIVINDICAÇÕES E LUTAS SALARIAIS SINPRO MACAÉ E REGIÃO


 Nossa plataforma tem como princípios fundamentais a correção justa dos salários com reajustes reais, a manutenção e a ampliação das cláusulas sociais. É também prioritária a elevação do
valor da hora-aula e do piso da categoria. Outros pontos se fazem prementes como combater a meritocracia, a mercantilização e a financeirização da educação. Ampliar a pauta reivindicatória e defender a elevação e unificação do piso profissional. Lutar contra o assédio moral, o excesso de estudantes em sala de aula e pressões das direções e dos pais de alunos sobre os professores, entre outros problemas. Atenção especial para as armadilhas da Educação à Distância (EAD). Combater e denunciar a privatização da rede pública, as parcerias público-privadas, contratos com as organizações sociais, promovendo a defesa da escola pública, gratuita, democrática, laica, universal e de qualidade social.
 
 
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