terça-feira, 19 de agosto de 2014

A escola que preza pela diversidade regional

Foto: Fernanda Kalena / Porvir


Escola Sesc de Ensino Médio, localizada no Rio de Janeiro, possui alunos de todos os estados brasileiros.

“Costumo dizer que o Rio de Janeiro acolhe a escola do Brasil”, diz Ines Paz, gerente pedagógica da Escola Sesc de Ensino Médio, localizada na Barra da Tijuca, na zona oeste carioca. “Aqui podemos ver a cartografia da educação brasileira”, completa, ao se referir ao fato de a instituição atender alunos de todos os estados brasileiros.

A escola foi inaugurada em 2008, e desde então recebe a cada ano 165 novos estudantes que são escolhidos através de uma seleção nacional que envolve provas de português, matemática, conhecimentos gerais e dinâmica de grupo. Cada estado tem uma cota de participação, que depende da arrecadação regional para o Sesc. Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são os que têm a maior cota, de dez vagas cada. Os outros estados contam ao menos com três vagas. Os estudantes só concorrem com os candidatos do próprio estado, o que garante a diversidade.

Paz explica que o processo seletivo é conduzido dessa maneira porque a pluralidade cultural é um pilar importante da instituição. “É um valor da escola trabalhar com a diversidade. É incrível ter, de fato, todas as unidades da federação representadas entre os alunos”.

Por isso, em cada quarto dos dormitórios estudantis do colégio sempre se encontrará alunos de estados diferentes morando juntos. Isso mesmo. Tanto alunos quanto professores e gestores moram na instituição, que segue o modelo de escola-residência, comum nos Estados Unidos. Cerca de 500 alunos e 70% dos professores residem no campus, que ocupa um terreno de mais de 130 mil metros quadrados.

Mas ao mesmo tempo que esse modelo de seleção garante que todos os estados sejam representados entre os alunos, a heterogeneidade traz um desafio em relação ao que foi aprendido durante o ensino fundamental e uma disparidade de níveis em relação aos conteúdos. “O desafio que enfrentamos com a heterogeneidade da nossa escola é um reflexo nítido das diferenças na educação brasileira”, analisa a gerente pedagógica. “É muito comum escolas falarem do nivelamento dos estudantes quando ingressam no ensino médio. Falar em nivelamento parece que é feito de cima para baixo. O que fazemos chamamos de alicerçamento, fazemos de baixo para cima”, conta Paz, que afirma que um dos principais objetivos do ensino médio é exatamente consolidar o ensino dos anos fundamentais.

Para realizar esse alicerçamento, a escola tem várias estratégias combinadas. Uma delas é aulas de reforço de matemática e português. Segundo Paz, as duas linguagens são fundamentais para todas as outras disciplinas. Primeiro é realizada uma avaliação diagnóstica e um mapeamento das necessidades de cada aluno em relação às disciplinas. Depois, grupos de estudo são montados considerando as competências que cada aluno precisa desenvolver.

Outra abordagem são os trabalhos de mentoria. Alunos do terceiro ano são incentivados a monitorar alunos dos anos anteriores. “É como uma experiência de trabalho, e é remunerado”, explica a gerente pedagógica que diz que o aprendizado entre pares é muito produtivo. Desse modo, a escola garante que as dificuldades sejam tratadas tanto de forma imediata e quanto ao longo do ano escolar.

Educador o tempo todo

Na escola-residência o trabalho do professor não acaba quando a aula termina. Na Escola Sesc não existe o conceito de contraturno ou extraclasse, todos os momentos do dia são voltados à formação dos estudantes. “Para ser professor aqui tem que ter uma perspectiva de educador. De educador o tempo todo. Nosso trabalho é fundamentando na ideia de uma educação permanente e integral do indivíduo”, explica Paz, que brinca que a sala de aula deles tem 130 mil metros quadrados.

Mesmo os professores que não moram no campus possuem jornada integral e Paz os define como “profissionais multifacetados” por terem que desempenhar diversos papéis além de lecionar. Eles também são tutores, também saem com os alunos, seja para o cinema, seja, em caso de uma emergência médica, para o hospital. E os gostos, habilidades e experiências dos professores também são levados em conta na hora de definir em quais atividades vão se envolver.

“Cada um tem algo a oferecer. Tem um professor que gosta de tocar violão e pode ensinar os alunos. Outro gosta de fotografia, outro adora praia. É um olhar educativo permanente”, diz Paz.

Fonte: O Porvir.


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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Assembleia Geral Ordinária no dia 26 de abril de 2014




A Diretoria Colegiada do SINPRO Macaé e Região - SINDICATO DOS PROFESSORES DE MACAÉ E REGIÃO  CONVOCA  os  professores da rede particular da Educação Básica compreendidos nas seguintes modalidades:  educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Para a Assembléia Geral Ordinária,  a realizar-se na subsede do Sinpro  Macaé, em Rio das Ostras, situada na Alameda Casimiro de Abreu , 292 – 3º andar – Sala 02, Centro, Rio das Ostras,  no dia  26 de abril  de  2014,  às 10 horas,  em  primeira  convocação  e  às  10h30min  em  segunda  e última convocação, com qualquer número de presentes, trinta minutos após a primeira convocação, para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia:

1 1 -   Apresentação, discussão e deliberação sobre a pauta de Reivindicação  do Sinpro Macaé e Região relativa a Convenção Coletiva (ACT)  de  2013,  correspondente a Macaé  e  base estendida ( Rio das Ostras, Casimiro de Abreu/Barra de São João, Conceição de Macabu, Carapebus, Quissamã, Silva Jardim e Rio Bonito).

2 2 -    Assuntos Gerais.

Macaé, 21 de abril de 2014

Diretoria do Sinpro Macaé e Região




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sábado, 7 de dezembro de 2013

Seremos uma célula cancerígena a ser extirpada?


Há negacionistas da Shoah (eliminação de milhões de judeus nos campos nazistas de extermínio) e há negacionistas das mudanças climáticas da Terra. O primeiros recebem o desdém de toda a humanidade. Os segundos, que até há pouco sorriam cinicamente, agora veem dia a dia suas convicções sendo refutadas pelos fatos inegáveis. Só se mantem coagindo cientistas para não dizerem tudo o que sabem como foi denunciado por diferentes e sérios meios alternativos de comunição. É a razão ensandecida que busca a acumulação de riqueza sem qualquer outra consideração.

Em tempos recentes temos conhecido eventos extremos da maior gravidade: Katrina e Sandy nos USA, tufões terríveis no Paquistão e em Bengladesh, o tsunami no Sudeste da Ásia e o tufão no Japão que perigosamente danificou as usinas nucleares em Fukushina e ultimamente o avassalador tufão Haiyan nas Filipinas com milhares de vítimas.

Sabe-se hoje que a tempertura do Pacífico tropical, de onde nascem os principais tufões, ficava normalmente abaixo de 19,2ºC. As águas marítimas foram aquecendo a ponto de a partir de 1976 ficarem por volta de 25ºC e a partir de 1997/1998 alcançaram 30ºC. Tal fato produz grande evaporação de água. Os eventos extremos ocorrem a partir de 26ªC. Com o aquecimento, os tufões estão acontecendo com cada vez mais frequência e maior velocidade. Em 1951 eram de 240 km/h; em 1960-1980 subiram para 275 km/h; em 2006 chegaram a 306 km/h e em 2013 aos terrificantes 380 km/h.

Nos últimos meses quatro relatórios oficiais de organismos ligados a ONU lançaram veemente alerta sobre as graves consequência do crescente aquecimento global. Com 90% de certeza é comprovadamente provocado pela atividade irresponsável dos seres humanos e dos países industrializados.

Em setembro o IPCC que articula mais de mil cientistas o confirmou; o mesmo o fez o Programa do Meio Ambiente da ONU (PNUMA); em seguida o Relatório Internacional do Estado dos Oceanos denunciando o aumento da acidez que por isso absorve menos C02; finalmente em 13 de novembro em Genebra a Organização Meteorológica Mundial. Todos são unânimes em afirmar que não estamos indo ao encontro do aquecimento global: já estamos dentro dele. Se nos inícios da revolução industrial o CO2 era de 280 ppm (parte de um milhão), em 1990 elevou-se a 350 ppm e hoje chegou a 450 ppm. Neste ano noticiou-se que em algumas partes do planeta já se rompeu a barreira dos 2ºC o que pode acarretar danos irreversíveis para os seres vivos.

Poucas semanas atrás, a Secretária Executiva da Convenção do Clima da ONU, Christina Figueres, em plena entrevista coletiva, desatou em choro incontido por denunciar que os países quase nada fazem para a adaptação e a mitigação do aquecimento global. Yeb Sano das Filipinas, na 19ª Convenção do Clima em Varsóvia ocorrida entre 11-22 de novembro, chorou diante de represenantes de 190 países contando o horror do tufão que dizimou seu pais, atingindo sua própria família. A maioria não pode conter as lágrimas. 

Mas para muitos eram lágrimas de crocodilo. Os representantes já trazem no bolso as instruções previamente tomadas por seus governos e os grandes dificultam por muitos modos qualquer consenso. Lá estão também os donos do poder no mundo, donos das minas de carvão, muitos acionistas de petrolíferas ou de siderurgias movidas a carvão, as montadoras e outros. Todos querem que as coisas continueam como estão. É o que de pior nos pode acontecer, porque então o caminho para o abismo se torna mais direto e fatal.Por falta de consenso entre os representantes dos povos, desprezando os dados cienficos, se entende que as centenas ONGs presentes na 19.Convenção sobre o clima em Varsóvia abandonaram as discussões e em protesto foram embora.

Por que essa irracional resistência às mudanças que nos podem salvar?

Respondendo, vamos diretos à questão central: esses caos ecológico é tributado ao nosso modo de produção que devasta a natureza e alimenta a cultura do consumismo ilimitado. Ou mudamos nosso paradigma de relação para com a Terra e para com os bens e serviços naturais ou vamos irrefreavelmente ao encontro do pior. O paradigma vigente se rege por esta lógica: quanto posso ganhar com o menor investimento possível, no mais curto lapso de tempo, com inovação tecnológica e com maior potência competitiva? A produção é para o puro e simples consumo que gera a acumulação, este, o objetivo principal. A devastação da natureza e o empobrecimento dos ecossistemas aí implicados são meras externalidades (não entram na contabilidade empresarial). Como a economia neoliberal se rege estritamente pela competição e não pela cooperação, se estabelece uma guerra de mercados, de todos contra todos. Quem paga a conta são os seres humanos (injustiça social) e a natureza (injustiça ecológica).

Ocorre que a Terra não aguenta mais este tipo de guerra total contra ela. Ela precisa de um ano e meio para repor o que lhe arrancamos durante um ano. O aquecimento global é a febre que denuncia estar doente e gravemente doente.

Ou começamos a nos sentir parte da natureza e então a respeitamos como a nós mesmos, ou passamos do paradigma da conquista e da dominação para aquele do cuidado e da convivência e produzimos respeitando os ritmos naturais e dentro dos limites de cada ecossistema ou então preparemo-nos para as amargas lições que a Mãe Terra no dará. E não é excluida a possibilidade de que ela já não nos queira mais sobre sua face e se liberte de nós como nos libertamos de uma célula cancerígena. Ela continuará, coberta de cadáveres, mas sem nós. Que Deus não permita semelhante e trágico destino.

 Leonardo Boff é filósofo, teólogo, escritor e comissionado da Carta da Terra.


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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Apenas 98 cursos de graduação tiveram nota máxima do MEC



da Agência Brasil

Dos 8.184 cursos de graduação nas áreas de ciências sociais, humanas e tecnológicas avaliados pelo Ministério da Educação em 2012, apenas 98 receberam a nota máxima no Conceito Preliminar de Curso (CPC), em uma escala que vai de 1 a 5. Mais da metade dos cursos que receberam a nota máxima ficam em instituições privadas. São Paulo concentra o maior número de cursos com a maior nota.

O CPC avalia o rendimento dos estudantes, a infraestrutura da instituição, a organização didático-pedagógica e o corpo docente. São considerados satisfatórios os cursos com conceito 3 ou mais. Foram avaliados 8.184 cursos e, desses, cerca de 1.800 não tiveram essa nota atribuída na avaliação, que foi divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) na edição de hoje (6) do Diário Oficial da União.

Segundo o Inep, os conceitos 4 e 5 foram apresentados na maioria por instituições públicas, 33,7% do total. As particulares somaram 21,5%. O Inep aponta que, na comparação com os resultados gerais da última avaliação, de 2009, houve melhora em todas as faixas. Os conceitos satisfatórios (3, 4 e 5), que totalizavam 51,5% em 2009, somaram 71,6% em 2012. Os conceitos insatisfatórios (1 e 2) caíram de 27% para 12%. Os cursos sem conceito, que não atenderam aos critérios mínimos de participação no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), diminuíram de 21,6% para 16,3%.

Os cursos avaliados são de 1.762 instituições. Neste ciclo, foram avaliados os cursos de humanidades: administração, ciências contábeis, ciências econômicas, design, comunicação social, direito, psicologia, relações internacionais, secretariado executivo e turismo. Os cursos superiores de tecnologia das áreas de gestão comercial, gestão de recursos humanos, gestão financeira, logística, marketing e processos gerenciais também foram avaliados.
 

CEPRO – Um Projeto de Cidadania, Educação e Cultura em Rio das Ostras.
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