quarta-feira, 3 de agosto de 2016

IBGE lança Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 com mapas interativos e caderno temático sobre indígenas



O IBGE lançou em 27 de junho o Atlas Nacional Digital do Brasil 2016. Trata-se de um atlas que incorpora, em ambiente interativo, as informações contidas no Atlas Nacional do Brasil Milton Santos, publicado em 2010, acrescidas de 170 mapas com informações demográficas, econômicas e sociais atualizadas e um caderno temático sobre a população indígena no Brasil. Com isso, faz um mapeamento inédito sobre a localização dessa população dentro e fora das Terras Indígenas, segundo dados do Censo Demográfico 2010.

Este Atlas revela as profundas transformações ocorridas na geografia brasileira, acompanhando as mudanças observadas no processo de ocupação do território nacional na contemporaneidade, e se estrutura em torno de quatro grandes temas: o Brasil no mundo; Território e meio ambiente; Sociedade e economia; e Redes geográficas.

Além do recurso ao texto escrito, o Atlas utiliza mapas, tabelas e gráficos, o que permite um amplo cruzamento de dados estatísticos e feições geográficas que tornam flexível e abrangente a seleção de informações, permitindo o entendimento aproximado da diversidade demográfica, social, econômica, ambiental e cultural do imenso território brasileiro.

Este lançamento inaugura a política do IBGE de divulgação anual do Atlas Nacional Digital do Brasil.

Clique aqui para ter acesso ao Atlas Nacional Digital do Brasil 2016.

Aplicativo permite navegação em ambiente interativo

O Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 é uma aplicação de análise geográfica, voltada para usuários que desejam ter acesso somente ao conjunto de mapas e também para os que possuem um conhecimento mais avançado quanto à busca de informações geográficas on line.

Ao usuário é permitido ter acesso a todas as páginas da publicação, podendo fazer download e consultar os seus dados geográficos, estatísticos e seus metadados (informações sobre o dado). A aplicação possibilita também analisar os 780 mapas do Atlas em um ambiente interativo, que permite a navegação pelo mapa, alterar a escala de visualização, ver e exportar tabelas e arquivos gráficos, personalizar o mapa superpondo temas de várias fontes, gerar imagens, salvar o ambiente de estudo para posterior análise e abrir um ambiente personalizado de estudo.

Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 se estrutura em quatro grandes temas

O Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 é estruturado em torno de quatro grandes questões: O Brasil no mundo; Território e meio ambiente; Sociedade e economia; e Redes geográficas.

O eixo temático O Brasil no mundo aborda questões como a desigualdade social, o acesso a informações, as redes geográficas e as fontes energéticas.

A relação entre Território e meio ambiente ressalta as diversas divisões do território brasileiro e traz mapas de relevo, clima, solos, recursos hídricos, vegetação, fauna ameaçada, além de informações sobre riscos ambientais.

O tema Sociedade e economia aborda a dinâmica geográfica, a urbanização, a desigualdade social, saúde, educação, saneamento, cidadania e espaço econômico.

O eixo das Redes geográficas considera os sistemas e as redes – geodésicas, cartográficas, viárias, aéreas, comunicação e energia – como componentes da logística territorial e, portanto, da localização geográfica das atividades econômicas no Brasil, constituindo condição básica para o escoamento da produção, a circulação humana e, hoje em dia, para o desenvolvimento sustentável, uma vez que alavancam grande parte das formas de ocupação e de uso dos recursos naturais, reestruturando continuamente o território nacional.

Caderno Temático faz mapeamento inédito sobre a população indígena
O aprimoramento do Censo Demográfico 2010, no que se refere à base territorial, permitiu a espacialização dos indígenas em escalas geográficas diferenciadas. Foram analisadas as características sociodemográficas dentro e fora das Terras Indígenas, de forma a dar maior visibilidade a esse segmento populacional, o que permitiu mapear estas informações.

O Censo 2010 mostrou que 517,4 mil indígenas (57,7% do total desta população) viviam nas Terras Indígenas oficialmente reconhecidas na época de sua realização. As regiões Norte (73,5%) e Centro-Oeste (72,5%) possuíam os maiores percentuais. Roraima era o estado com o maior percentual (83,2%) e o Rio de Janeiro detinha a menor proporção (2,8%).

75,0% dos indígenas souberam informar sua etnia

No Brasil, 75,0% das pessoas que se declararam indígenas souberam informar o nome da etnia ou povo ao qual pertenciam. As etnias mais representativas, segundo as unidades da federação, revelaram características determinantes de possíveis padrões de distribuição espacial de algumas delas, como os Xavantes, que estavam entre os mais numerosos em todos os estados da região Centro-Oeste, e os Guarani Kaiowá, com penetração em toda região Sul e parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste.Mais de 30% dos indígenas sabiam falar sua língua de origem

O Censo 2010 identificou 274 línguas indígenas. Em todo o país, 37,4% dos indígenas de 5 anos ou mais de idade falavam uma língua indígena. Dentro das Terras Indígenas esse percentual foi de 57,3%, enquanto fora delas e em áreas urbanas, 9,7% ainda eram falantes, e, nas áreas rurais, 24,6%.

As línguas indígenas eram faladas em maior porcentagem nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste, sendo que as Terras Indígenas localizadas nessa última região alcançaram o percentual mais elevado, 72,4%. O Guarani foi significativo no conjunto das línguas mais faladas nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, o mesmo ocorrendo em relação aos Nhandeva e aos Mbya nas regiões Sudeste e Sul.

Fonte: IBGE

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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Pensadores da Educação: Anísio Teixeira




O que pensou

Anísio Teixeira pensava a educação escolar como um direito que deveria ser estendido a toda a população, o que demandaria escolas gratuitas de todos os níveis de ensino. Além disso, acreditava que a educação seria o meio para acabar com as diferenças sociais existentes na sociedade brasileira.

Frase

“A educação e a sociedade são dois processos fundamentais da vida, que mutuamente se influenciam.”

O que ler

Educação Não É Privilégio, Anísio Teixeira, 253 págs., Ed. UFRJ

Pequena Introdução à Filosofia da Educação, Anísio Teixeira, 176 págs., Ed. DP&A

Educação Progressiva - uma introdução à filosofia da educação (1932)

Em marcha para a Democracia (1934).

Educação não é privilégio (1957)

Pequena introdução à Filosofia da Educação (1934)


Para saber mais sobre Anísio Teixeira:

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[Vídeo] Palestra com o Professor Milton Santos



Palestra com o Professor Milton Santos

Palestra realizada pela Faculdade de Serviço Social - UERJ na Capela Ecumênica - 1995
O vídeo original pertence a Videoteca do Centro de Tecnologia Educacional - Campos Maracanã.



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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Tia Maria do Jongo da Serrinha conta sobre a origem do grupo



Maria de Lourdes Mendes, a Tia Maria do Jongo da Serrinha, conta suas primeiras lembranças do jongo, uma festa em que as pessoas passam a madruga dançando em volta da fogueira, cantando e celebrando o amanhecer.

Segundo Tia Maria, quando era criança o jongo era praticado apenas por pessoas mais velhas e quase escondido. Ela relembra que sua mãe a colocava para dormir e depois ia dançar o jongo no quintal de casa. Tia Maria ainda conta que só começou a dançar o jongo depois de adulta.

Tia Maria explica que a responsável pela inclusão das crianças na dança foi Maria Joana Monteiro, a Vovó Maria Joana Rezadeira, que estava preocupada com extinção do jongo uma vez que não havia novos praticantes. Maria Joana conversou com seu filho, o Mestre Darcy, fundador da Escola de Samba Império Serrano e que desenvolvia outros trabalhos comunitários no Morro da Serrinha. Mestre Darcy organizou os membros da comunidade, incluindo sua vizinha Tia Maria, em um grupo. Foi assim que no final da década de 1960 surgiu o Jongo da Serrinha, no bairro de Madureira no Rio de Janeiro.

Tia Maria é a jongueira mais antiga do grupo. A sua casa no Morro da Serrinha é frequentada por diversas crianças e adultos da comunidade que fazem rodas de jongo e outras celebrações.

Conheça mais sobre o trabalho do Jongo da Serrinha no programa Brincando no Baobá. Pela TV Brasil no dia 20 de novembro às 16h e no dia 21 de novembro às 11h pela Rádio MEC AM do Rio de Janeiro.


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Professores e intelectuais promovem boicote à revista Veja




Em petição online, os profissionais pedem à comunidade acadêmica que evite dar entrevistas e não utilize o veículo como fonte de seus trabalhos. Segundo o documento, a ideia é não “conferir credibilidade intelectual a uma publicação que abandonou as práticas jornalísticas do contraditório e da investigação profunda e imparcial”

Professores e intelectuais divulgaram ontem (11) uma petição online para pedir à comunidade acadêmica que não dê entrevistas à revista Veja, assim como evite utilizar o veículo como fonte de seus trabalhos. Segundo o documento, a intenção é não “conferir credibilidade intelectual a uma publicação que abandonou as práticas jornalísticas do contraditório e da investigação profunda e imparcial”.

Os profissionais que assinam o texto se comprometem a boicotar a revista, com base na baixa qualidade do conteúdo apresentado e nas formas questionáveis utilizadas pelos jornalistas para obter informações.

Confira o manifesto abaixo.

Para aderir à petição, clique aqui.


NÃO à REVISTA VEJA

Para: Professores, Professoras, alunos e alunas do ensino superior

Diante das inúmeras notícias de imprecisões jornalísticas praticadas pela Revista Veja nos últimos anos, os/as Professoras, Professores e intelectuais abaixo-assinadas/os pedem à comunidade acadêmica brasileira e internacional e se comprometem pessoalmente a não servirem de fonte para a Revista Veja, recusando-se a falar para seus repórteres e profissionais, e a não manterem colunas ou blogues ligados a esta publicação para evitar conferir credibilidade intelectual a uma publicação que abandonou as práticas jornalísticas do contraditório e da investigação profunda e imparcial.

Os/as abaixo assinados/as também pedem a todos os/as Professores, Professoras, alunos e alunas de graduação e pós-graduação que, ao assinarem este documento, se comprometam a não utilizara Revista Veja como fonte de informação em qualquer trabalho, dissertação ou tese, a menos que esta publicação seja seu objeto de estudo.

Alessando Martins Prado – Professor da UEMS

Dimitri Dimoulis – Professor da Escola de Direito de São Paulo da FGV

Fabiana Severi – Professora de Direito da USP de Ribeirão Preto/SP

Fábio Balestro Floriano – Professor de Direito e Relações Internacionais

Fernando Costa Mattos – Professor de Filosofia na Universidade Federal do ABC/SP

Gisele Araújo – Doutora em Sociologia, Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

José Carlos Moreira da Silva Filho – Professor no Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais e na Faculdade de Direito da PUC-RS e Vice-Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça

Sergio Graziano – Doutor em Direito, Professor da Universidade de Caxias do Sul (RS), do Programa de Pós Graduação em Direito (Mestrado). Advogado Criminalista em Santa Catarina.

José Heder Benatti – Doutor em Ciência e Desenvolvimento Sustentável, Professor de Direito Agroambiental da Universidade Federal do Pará.

João Ricardo W. Dornelles – Professor PUC-Rio. Coordenador-Geral Núcleo Direitos Humanos PUC-Rio, Membro Comissao Estadual Verdade do Rio de Janeiro

José Rodrigo Rodriguez – Doutor em Filosofia pela UNICAMP. Professor do PPG da UNISINOS/RS e Pesquisador do CEBRAP – Núcleo Direito e Democracia/SP.

José Soares Filho – Juiz do Trabalho do TRT da 19ª. Região, Aposentado. Professor Universitário.

Katya Kozicki – Professora da UFPR e PUCPR

Marcella Beraldo de Oliveira – Doutora em Ciências Sociais – UNICAMP, Professora Adjunta de Antropologia na Universidade Federal de Juiz de Fora

Marcelo Cattoni – Professor da UFMG

Márcio Gontijo – Advogado em Brasília

Maria Cristina Cardoso Pereira- Profa. Adjunta do curso de direito da Universidade Federal de Goiás – CAJ

Marta Rodrigues Assis Machado – Professora Escola de Direito de São Paulo da FGV

Rogerio Dultra dos Santos -Doutor em Ciência Política, Professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense

Taysa Schiocchet – Professora do PPG da UNISINOS/RS

Uirá Menezes de Azevêdo – Professor de Direito da Univ. do Estado da Bahia (UNEB)

Vera Karam de Chueiri – Professora da UFPR


Fonte: http://www.revistaforum.com.br/2015/08/12/professores-e-intelectuais-promovem-boicote-a-revista-veja/

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