segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Contee traça estratégia de enfrentamento à MP do ensino médio



O coordenador da Secretaria de Assuntos Institucionais da Contee, Rodrigo Pereira de Paula, representou hoje (28) a Confederação na reunião realizada pelo Diap para definir emendas e estratégias de resistência à Medida Provisória 746/2016, que institui a reforma do ensino médio. As entidades presentes aprovaram uma nota pública manifestando sua total rejeição aos termos MP, editada no último dia 22 de setembro.

A reunião, conduzida pelo professor Celso Napolitano, presidente do Diap e da Fepesp, foi convocada em função de o prazo para a apresentação de emendas parlamentares à MP se encerrar amanhã (29). Assim como todas as entidades que subscreveram a nota, a Contee também marcou sua posição contrária à medida e a disposição de atuar pela sua derrubada, sem descartar, inclusive, a possibilidade de ingressar com uma ação judicial.

No entanto, diante da conjuntura desfavorável aos movimentos sociais no governo golpista e no Congresso Nacional, a Confederação e outras entidades entendem ser prudente a proposição de emendas à matéria, a serem apresentadas pelos parlamentares. As propostas elaboradas pela Contee não visam aprimorar o texto da MP, mas desconstruí-la e inviabilizá-la, já que são emendas supressivas que buscam retomar o que está determinado sobre o ensino médio no texto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

As únicas exceções são duas emendas aditivas incluídas no rol proposto pela Contee: a primeira estende o direito a plano de carreira aos trabalhadores em educação do setor privado, aprimorando a própria LDB; já a segunda assegura bolsa de estudo integral aos alunos do ensino médio com renda familiar igual ou inferior a cinco salários mínimos — uma preocupação que o governo não teve ao instituir o ensino integral sem se preocupar com a evasão escolar motivada pela necessidade de emprego.

Diante da atual correlação de forças, A Contee compreende, assim como outras entidades, que essa estratégia é importante para o enfrentamento dos retrocessos e a defesa de um ensino médio de qualidade.



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Atividade física na infância contribui para o desenvolvimento intelectual, dizem especialistas




A infância e a adolescência são os melhores momentos para absorver a ideia de que as atividades físicas podem ser benéficas e prazerosas. Guardar esses conceitos nas memórias cerebral e muscular desde cedo certamente vai fazer diferença mais tarde.


Especialistas no assunto afirmam que crianças que praticam atividades físicas obtêm benefícios não só na saúde, mas também no desenvolvimento intelectual.

O British Journal of Sports Medicine publicou um artigo que é resultado de uma reunião entre especialistas do Reino Unido, Escandinávia e América do Norte. A publicação destaca a singular importância da prática de exercícios físicos com qualidade para crianças em idade escolar, em benefício não só da saúde mas também do aperfeiçoamento cognitivo.

Segundo os especialistas, crianças mais ativas apresentam um melhor desenvolvimento em aspectos ligados à fase de crescimento:

– melhora da capacidade intelectual
– maior comprometimento
– maior motivação
– melhora da sensação de bem-estar
– melhor facilidade de inclusão social
– melhora da autoestima.




As habilidades estimuladas pelo esporte, tais como raciocinar, exercitar a memória e a linguagem, compreender situações e estratégias, ajudam no amadurecimento social e emocional da criança, bem como na aprendizagem em sala de aula. No esporte é preciso se esforçar, se dedicar ao máximo, esperar o melhor, mas também se preparar para o pior. É um campo rico de aprendizados e oportunidades para a educação.

De olho na Educação Física! A disciplina que muitas vezes é a última prioridade das escolas está se mostrando cada vez mais importante. É bom ficar ligado. Usar o contraturno para atividades físicas e lúdicas também é uma alternativa interessante para preencher de forma saudável as horas extras da garotada.




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domingo, 2 de outubro de 2016

Sinpro Macaé e Região apoia o II Simpósio Transdisciplinar da Clínica Ser Humano sobre Transtornos da Aprendizagem



O Sinpro Macaé e Região apoia o  II Simpósio Transdisciplinar da Clínica Ser Humano , esse ano com o tema sobre Transtornos da Aprendizagem.

O Simpósio tem como objetivo a abertura de um campo de discussão, a partir da visão transdisciplinar, sobre os Transtornos de Aprendizagem e para isso contaremos com a presença de profissionais renomados da UFF, UFRJ, ABENEPI, CASA DO CÉREBRO, entre outros, e de toda uma equipe envolvida com este trabalho.

Convidamos todos a participarem de nosso Simpósio e assim contribuírem com a construção e sedimentação da ciência em nossa região. 

Em 22 de Outubro de 2017 no Auditório do Centro Educacional Casulo em Rio das Ostras.

Inscrições e informações : 
Somente na Clínica Ser Humano ( a organizadora) 2760-6872

Desconto para Filiados do Sinpro



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Entenda como serão contratados profissionais sem licenciatura com a nova regra do ensino médio




A medida provisória também trouxe uma mudança que chamou a atenção: um dos artigos incluídos na LDB autoriza profissionais de outras áreas e especialistas "com notório saber" a darem aulas nas escolas do país. Segundo o governo, a medida ajudará a preencher lacunas na educação básica. O texto enviado ao Congresso determina que essa atuação deve ser "reconhecida pelos respectivos sistemas de ensino" e restrita à formação técnica e profissional. Hoje, o ensino técnico é iniciado após a conclusão do ensino médio, mas a MP permite que as formações aconteçam simultaneamente.

Segundo Rossieli, a medida não interfere nas disciplinas convencionais e não vai prejudicar professores que se especializaram em áreas como português, matemática, geografia e história. A intenção da mudança, segundo ele, é introduzir outros conteúdos para complementar a formação. "Você não tem, por exemplo, cursos de licenciatura em direito. Tem um caso aqui no Distrito Federal, de uma escola que colocou direito no currículo. Se não existe licenciatura em direito, como que você faz? Eles têm um problema", diz Silva. Neste caso, a MP prevê que um bacharel em direito comande a aula.

Se aprovada pelo Congresso, a nova regra também permitirá que o "conhecimento popular", sem diploma formal, seja repassado em sala de aula. Como exemplo, o secretário de Educação Básica cita as "especialidades" desenvolvidas em determinadas regiões do país.

"Lá no Amazonas, quando eu era secretário, o estado tentou fomentar um polo naval, havia gente de fora que queria investir no estado. A primeira coisa que perguntaram foi: cadê as pessoas qualificadas? O estado do Amazonas tem uma grande tradição em construção de barcos, especialmente em navegação de rio, mas essas pessoas não têm formação adequada. Os grandes especialistas que têm lá, que poderiam dar aula para esse tema porque têm uma experiência de vida sem igual, não podem", diz.

Nestes casos, caberá à secretaria de educação de cada estado definir o que é "notório saber" e quem estará autorizado a lecionar no ensino médio. "Para aula de matemática, de educação física, de sociologia, de filosofia, licenciatura plena é requisito legal e continua sendo requisito legal", garante.

Novo ensino médio

A medida provisória foi apresentada pelo presidente Michel Temer nesta quinta (22). As mudanças afetam conteúdo e formato das aulas, e também a elaboração dos vestibulares e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A previsão do Ministério da Educação (MEC) é que turmas iniciadas em 2018 já possam se beneficiar das mudanças. Até lá, as redes estaduais poderão fazer adaptações preliminares, já que o Ministério da Educação condiciona a implementação de pontos da reforma à conclusão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O ministro disse que a BNCC só deve ser concluída em "meados" de 2017.

Pela MP, apenas português e matemática terão que ser lecionados obrigatoriamente durante os três anos do ensino médio. A estrutura proposta prevê que, dos 36 meses letivos, apenas metade siga o currículo tradicional. No restante do tempo, o aluno poderá "focar" seu aprendizado na área em que pretende seguir carreira – ciências exatas, linguagens ou biologia, por exemplo.

A reforma também prevê o aumento da carga horária, com a expansão do ensino integral. Na escola "tradicional", os alunos têm quatro horas-aula por dia. No ensino integral, são sete horas. Quanto maior o tempo dentro da escola, maior a diversidade de atividades que podem ser desenvolvidas, segundo o MEC.


Fonte: http://g1.globo.com/educacao/noticia

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sábado, 1 de outubro de 2016

5 polêmicas sobre a nova reforma do Ensino Médio



Falta de detalhamento sobre o projeto, ampliação da carga horária e flexibilização da grade dividiram especialistas


Algumas idas e vindas por parte do governo, comemorações, críticas e muita polêmica. Esse foi o saldo das primeiras 24 horas após o governo do presidente Michel Temer anunciar uma reforma do Ensino Médio no país.

O anúncio oficial foi feito na tarde de quinta-feira, quando o Ministério da Educação (MEC) divulgou um documento em que disciplinas que sempre figuraram nos boletins iriam passar a ser optativas: educação física, artes, filosofia e sociologia.

Com a reforma, apenas Português, Matemática e Inglês devem ser obrigatórias para o fim do ciclo (atualmente são 13), enquanto as disciplinas restantes serão escolhidas pelo aluno ou pela escola dentre cinco áreas de ênfase: Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Matemática e Formação técnica e profissional.

Até a tarde de sexta-feira, o governo havia anunciado mudanças técnicas e voltado atrás em um ponto, afirmando que, por ora, essas matérias seguiam sendo obrigatórias. Assim, a mudança pode passar a valer em 2017.

Apresentada como uma medida provisória (MP), a reformulação já entrou em vigor mas, na prática, não há efeitos reais, já que ainda será analisada pelo Congresso, e seu conteúdo pode ser alterado por meio de votações na Câmara e no Senado. Esses procedimentos devem ocorrer em 120 dias ou a MP deixa de ter valor legal.

A BBC Brasil listou as principais polêmicas geradas pelo anúncio da reforma - que atinge escolas públicas e privadas - e conversou com especialistas em educação com diferentes opiniões sobre o tema.

1. A 'flexibilização' do currículo e as disciplinas que podem passar a ser optativas

O MEC acredita que ao permitir que alunos e escolas possam escolher o aprofundamento em algumas matérias vai colocar o currículo do ensino médio mais em sintonia com as necessidades do aluno. "Os jovens poderão escolher o currículo mais adaptado às suas vocações. Serão oferecidas opções curriculares, e não mais imposições", disse, na quinta-feira, o presidente Michel Temer.

O diretor do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos, concorda: "Com as atuais 13 disciplinas, a verdade é que o aluno vê tudo e não vê nada. Com a mudança, haverá mais direcionamento para o que ele quer seguir, para seus interesses. Precisamos de um currículo que dialogue com o mundo juvenil e que seja mais direcionado, em conformidade inclusive com o endereço do estudante."

No entanto, o coordenador Geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE), Daniel Cara, as medidas criam uma cortina de fumaça para o cerne do problema.Durante o anúncio, Michel Temer afirmou que agora "os jovens poderão escolher o currículo mais adaptado às suas vocações"

"Essa reforma é uma falácia, porque não resolve as questões estruturais, como a formação de professores e pontos que eram demandas dos estudantes que ocuparam as escolas, como a redução do número de alunos por classe. De nada adianta ênfase em exatas ou humanidades, se o professor for mal preparado, se não houver recurso", afirma.

Além disso, ele questiona a flexibilização de algumas matérias: "Artes, educação física, filosofia ou sociologia têm de ser obrigatórias. Sem elas, não há formação completa de um cidadão".

2. Carga horária ampliada

Segundo o plano proposto, gradualmente, as escolas passarão a ser integrais, passando a carga horária de 800 para 1.400 horas anuais. Assim, os alunos passarão a ficar sete horas por dia na aula.

Defensores da ampliação da duração das aulas afirmam que ela é eficiente quando embasada um projeto pedagógico sólido. Pernambuco, por exemplo, vem investindo na educação em período integral aliada a outras apostas, e obteve melhora nos índices educacionais.

Mas, na opinião de Daniel, de nada adianta ampliar a quantidade de horas sem qualidade. "Uma carga horária de cinco horas ruim - como já acontece - fica ainda pior se for de sete horas. Haverá um desinteresse ainda maior por parte dos alunos, especialmente ao se tirar as disciplinas que eles tendem a gostar, como educação física e artes."

O governo reiterou que essa mudança será bastante lenta e gradual e que não há metas para a essa implementação.

3. Medida Provisória: ação necessária ou 'canetada'?

O fato de as reformas terem sido feitas via MP foi outro ponto polêmico: de um lado, há quem acredite que os péssimos índices no Ensino Médio exigiam uma medida urgente, enquanto, de outro, há a defesa de que uma mudança dessas exige um debate maior.

"Na prática, a MP foi uma maneira para colocar em prática o projeto de lei (PL 6840), que tramita desde 2013. Se esperássemos, esse projeto poderia ser implementado só em 2019. Já houve debate demais, já esperamos tempo demais", afirma Mozart, do Instituto Ayrton Senna.

Já na opinião de Daniel, a MP foi uma "canetada perigosa".

"Em nenhum lugar do mundo uma reforma dessa envergadura é colocada em prática dessa forma. Na Austrália se levou dois anos, na Finlândia, 10. É preciso um debate sério, é preciso ouvir professores e alunos. A MP é autoritária, permitindo que o Executivo aja como um super legislador. Houve pressa para atender a demandas de grupos educacionais."

4. Primeiro passo ou confusão e despreparo?

As idas e vindas por parte do governo e a falta de detalhamento em fatores como quando exatamente as medidas devem de fato entrar em vigor e quem vai bancá-las provocou polêmica entre os especialistas.Image copyrightAGENCIA BRASILImage captionPara especialista, demandas de secundaristas que ocuparam escolas não foram ouvidas

"É preciso ter em mente que a MP é apenas um primeiro passo. Agora, precisamos ficar atentos para os próximos, especialmente a articulação com os estados, algo muito desafiador", afirma Mozart. "É claro que o MEC falhou, podia ter divulgado um documento melhor, mais claro. Mas é uma reforma promissora, estou otimista."

Daniel, no entanto, afirma que as idas e vindas do governo em apenas um dia mostram a "fragilidade total da reforma".

Uma outra potencial confusão apontada por analistas está no fato de as escolas não serem obrigadas a oferecer as cinco ênfases previstas. Movimentos estudantis já estão questionando esse ponto - entre outros - já que ele poderia obrigar um aluno que quer se focar em Linguagens, por exemplo, a mudar de escola, caso a sua não ofereça essa ênfase. Para os alunos, isso poderia levar a um entrave semelhante aos problemas que enfrentaram no ano passado, com a proposta reorganização da rede.

5. Como exatamente as alterações serão financiadas e em qual prazo?

O MEC nega que as mudanças implicarão em mais gastos para os Estados, afirmando que o grosso dos recursos para se colocar em prática as mudanças será repassado pelo próprio Ministério.

"Basta olhar de perto para ver que não vai ter dinheiro para implementar mudanças como a da carga horária, especialmente quando se olha o que está sendo proposto na PEC 241, que limita os gastos nessa área", afirma Daniel, em referência à Proposta de Emenda à Constituição que trata da limitação dos gastos públicos, integrando as novas medidas econômicas do governo de Michel Temer, inclusive no setor educacional.

Na rede privada, representantes já disseram que haverá aumento na mensalidade para se bancar mais horas/aulas, por exemplo.

Até o momento, está claro que apesar de a MP ter efeito imediato, as medidas devem ser debatidas e estarem definidas "em meados de 2017", segundo o governo. Assim, devem entrar em vigor de fato no ano letivo de 2018.


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