segunda-feira, 3 de abril de 2017

Audiência Pública sobre a reforma da Previdência acontece nesta terça em Macaé







A reforma da Previdência, que segue em tramitação na Câmara Federal e vem causando grande repercussão no país , será debatida nesta terça-feira (04), na Câmara dos Vereadores de Macaé. 

A audiência é um pedido do vereador Marcel Silvano (PT), por meio do Requerimento 343/2016, aprovado por unanimidade na sessão ordinária do dia 21 de março e aproveitou para explicitar o impacto que as mudanças previstas podem causar para todos e principalmente para as classes mais baixas. Na ocasião ele enfatizou a questão de uma das medidas é de que a idade mínima para aposentadoria seja de 65 anos, com 25 de contribuição.

Segundo o vereador, a audiência foi requerida pelo Sindicato dos Professores de Macaé – SINPRO MACAÉ E REGIÃO, e faz parte da campanha nacional de mobilização destes trabalhadores, em virtude do projeto do Governo Federal que versa sobre a Reforma da Previdência e que vem provocando um grande debate nacional e gerando dúvidas.

Para o mandato do vereador, é de vital importância o debate da questão, que segundo Marcel, afetará a vida, não apenas dos professores e demais profissionais da educação, mas dos trabalhadores do município como um todo.

A audiência será realizada na próxima terça-feira (04), a partir das 18h, no plenário da casa de leis, localizada na Rodovia do Petróleo – RJ 168- Km3,5- Virgem Santa – Macaé /RJ. 

"A proposta de reforma da previdência é um ataque aos direitos dos trabalhadores no Brasil que serão obrigados a praticamente não se aposentar. É uma reforma que acaba com o direito à aposentadoria e tem um efeito muito mais nocivo sobre as mulheres, profissionais de educação e segurança pública que tem direito a aposentadoria especial. Com essas propostas, estes profissionais não terão a mesma condição que está posta. Só não mexem nos judiciários, nos militares, em quem sempre teve boas e grandes regalias no país", afirma o vereador.

Participe!


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Lei da terceirização acaba com concurso público, diz procurador-geral do Trabalho



 

 Ronaldo Fleury em reunião da Comissão Especial da Reforma Trabalhista, em fevereiro deste ano / Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Ronaldo Fleury, do MPT, afirma que nova regra irá incentivar nepotismo em todas as esferas do Estado brasileiro



Lei que regulamenta a terceirização ampla no país, aprovada nesta quarta-feira (22) na Câmara dos Deputados, seria o fim do concurso público e um incentivo ao nepotismo nos municípios, no Estado e na União. Essa é a avaliação do procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ronaldo Fleury, que enumera consequências negativas para os trabalhadores, para o serviço público e até para o capital.

“Não vai ter mais concurso público porque todos esses serviços poderão ser terceirizados”, avalia Fleury.

O procurador projeta o futuro a partir de dados sobre os atuais terceirizados.”Os índices de acidentes de trabalho são muito altos: de cada dez trabalhadores que sofrem acidentes de trabalho fatais, oito são terceirizados. Por quê? Porque eles têm menos treinamento, existe um compromisso menor com o meio ambiente do trabalho”, exemplifica.

O procurador-geral, porém, indica que há chances de a lei ser anulada por contrariar o segundo parágrafo do artigo 37 da Constituição Federal, segundo o qual “a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos”. No entanto, ele pondera que o Senado poderá pressionar a votação do PL 4330, cujo relator é o senador de oposição Paulo Paim (PT-RS).

Confira a íntegra da entrevista:

Brasil de Fato – Como o PL de ontem vai afetar a renovação dos servidores públicos?

Ronaldo Fleury – Tirando as carreiras de Estado, como os membros do Ministério Público, magistradura e a diplomacia, simplesmente acaba com o serviço público. Não vai ter mais concurso público, porque todos esses serviços poderão ser terceirizados.

Em todas as esferas?

Sim, em União, estados e municípios. E vai permitir a volta do nepotismo, do apadrinhamento político, a corrupção por meio de contratos de terceirização. É o que fatalmente ocorrerá. Porque o político, o procurador ou quem quer que seja que queira contratar um filho precisaria apenas criar uma empresa terceirizada, o órgão que ele trabalha será o contratante. Então é o fim de todo trabalho de combate ao nepotismo.

Algumas categorias como professor, polícia civil e hospital público estão sofrendo com a falta de mão de obra. Tem concursos que foram feitos e as pessoas não foram chamadas. De que forma essa lei vai afetar os estados e municípios na hora de lidar com essa falta de funcionários?

Essa lei vai fazer com que todos os concursados ou aqueles que pretendam fazer concurso tentem outra coisa. Talvez um apadrinhamento político para entrar por meio da terceirizada, porque essa lei libera que prefeitos, governadores, administradores simplesmente façam os contratos de terceirização e prestações de serviços, e toda a contratação seja feita por essas empresas. Essa lei permite que haja uma escola sem professores contratados, que haja uma montadora de automóveis sem um único montador de automóveis… Na verdade, vai contra o princípio do capitalismo. O capitalismo supõe capital e trabalho – vai ter só o capital, não vai ter o trabalho, porque vai ter o serviço do outro lado. Ou seja, teremos empresas que alugam gente, que têm lucro alugando gente.

Hoje, temos algumas figuras jurídicas semiterceirizantes, como as Organizações Sociais (OSs). O que diferencia o sistema das OSs de um sistema público terceirizado?

Na verdade, essa terceirização via OS é uma espécie de uma parceria público-privada, mas que não é tão privada porque são Organizações Sociais, que têm uma destinação específica, uma especialização, uma fiscalização de recursos. Podem receber recursos públicos…

Já na terceirização liberada, como se pretende com esse PL, o que vai ter é simplesmente empresas tendo lucro alugando gente.

E tem uma coisa: esse projeto não é claro no sentido da terceirização ampla. Ele é claro no sentido da possibilidade de contratos temporários, que é outra coisa.

E qual seria a diferença?

No contrato temporário, a empresa contrata diretamente os trabalhadores temporários. É o que ocorre muito no comércio hoje durante o período do Natal. Mas, agora se permite contratação indistinta e por até nove meses, ou seja, é praticamente o ano inteiro! Assim, eu posso contratar um funcionário e, a cada nove meses, fazer um novo contrato. Ele não vai ter direito a férias ou licença maternidade…

A terceirização elimina o direito à licença maternidade?

Sim, porque no contrato temporário a pessoa tem um prazo previsto anteriormente para seu fim.
E ainda tem outro problema: se a gente cotejar esse projeto com o da reforma da Previdência, o que vai acontecer: a gente vai ter uma rotatividade muito grande tanto nos temporários quanto nos terceirizados – nos terceirizados, já é muito grande a rotatividade, quatro vezes maior que os contratados pela CLT; aqueles 49 anos que serão necessários trabalhar pela reforma da Previdência, vão ser muito mais. Porque são 49 anos de contribuição.

Vamos supor que eu tenha contratos de nove meses. Trabalho nove meses e fico três sem contrato. Nove meses e fico três sem contrato… Eu vou ter que trabalhar por pelo menos uns 70 anos para poder aposentar. Eu vou ter que contribuir muito mais tempo para dar os 49 anos de contribuição.
Quais são os direitos que são suprimidos com esse projeto?

Os trabalhadores terceirizados ganham entre 60% e 80% do salário dos trabalhadores diretos. A empresa para manter um trabalhador tem que pagar um salário melhor. O terceirizado não. O empregador [que trabalha com terceirizados] trabalha com quantidade, sem a necessidade de uma especialização, de um treinamento.

Quanto ao índice de acidentes de trabalho, de cada dez trabalhadores que sofrem acidentes fatais, oito são terceirizados. Ou seja, 80% dos acidentes de trabalho fatais são de terceirizados. Por quê? Porque eles têm menos treinamento, existe um compromisso menor com o meio ambiente do trabalho. A empresa que presta o serviço vai jogar a culpa na empresa onde o serviço é prestado [contratante] e a empresa onde o serviço é prestado vai jogar a culpa na prestadora de serviço. Fica esse jogo de empurra e é o trabalhador que sofre as consequências.

Além disso, tem a rotatividade da mão de obra que, no caso dos terceirizados é menor que um ano. Tem também o problema sindical. O sindicato perde muita força. Os trabalhadores deixam de ser vinculados àquelas categorias em que eles efetivamente trabalham para serem vinculados a sindicatos de prestadores de serviço, que têm um índice de associação e, consequentemente, uma força de negociação muito baixa.

As consequências são absurdas para o direito do trabalho e para os trabalhadores.

E para o capital, essa medida não vai levar à perda de produtividade?

Com certeza! Os trabalhadores terceirizados são menos especializados, têm um treinamento menor. Só isso já gera uma queda de produtividade. Tem toda a discussão jurídica se aquela terceirização em determinada empresa vai ser uma terceirização de serviço ou uma simples contratação por uma empresa interposta. Qual a diferença?

Se eu tenho um hotel e quero contratar um gerente, eu pego uma empresa terceirizada e falo: ‘você tem que contratar o João, que vai prestar serviço para mim’. Isso na verdade é contratação de empregado usando uma empresa que se interpõe entre empregado e empregador. É uma fraude.
É diferente de eu chegar e falar: eu quero contratar um serviço de limpeza para o meu hotel. Quem vai prestar o serviço é a empresa e não interessa quem vai executar o trabalho.

Vai ser ruim para o capital, e para os trabalhadores, nem se diga! O projeto assassina a CLT. Para os empregadores, cria uma insegurança jurídica muito maior. As empresas que quiserem se aproveitar desse projeto para simplesmente trocar a mão de obra, que hoje é com vínculo empregatício, por mão de obra terceirizada ou contrato temporário, se arriscam a criar uma espada de Dâmocles* sobre a cabeça dessas empresas, porque elas podem ser demandadas judicialmente e depois não ter como pagar a indenização, que pode ser milionária.

Com essa lei, essas empresas não deixariam de ter que pagar indenização?

Não. Elas têm que pagar, mas de forma subsidiária. Ou seja, primeiro os empregados têm que ir na empresa prestadora. Se a empresa não tiver condição de pagar, os trabalhadores podem ir atrás da empresa contratante desses serviços. Se ainda tiver vivo, porque o trabalhador já vai ter sido demitido e não vai ter recebido nada – já vai estar passando fome.

Existe alguma forma de reverter essa reforma trabalhista?

Nós estamos avaliando a constitucionalidade do projeto que foi aprovado. Vai depender do texto que for sancionado e, se for o caso, nós vamos acionar a Procuradoria Geral da República para que entre com Ação Direta de Inconstitucionalidade [ADI].

Um dos pontos mais óbvios é que a lei aprovada contraria o segundo parágrafo do artigo 37 da Constituição Federal [o texto diz que "a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração"].

Mas parece que vão sair dois projetos diferentes para a mesma matéria; a informação é que o Senado vai votar ainda o outro projeto sobre terceirização [o PL 4330].

Fonte:www.brasildefato.com.br



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sábado, 1 de abril de 2017

Brasil vai às ruas em defesa da aposentadoria, contra as terceirizações e pelos direitos sociais e trabalhistas, ameaçados pelo governo de Michel Temer

 
 Presidente do Sinpro Macaé e Região Professor Cesar Gomes 

Após os grandes atos populares realizados no dia 8 e 15 de março, respectivamente  Dia Internacional das Mulheres  e o Dia da Paralisação Nacional , centrais sindicais e os movimentos sociais se organizam para mais uma manifestação contra os ataques aos direitos trabalhistas promovidos pelo governo do Michel Teme.

O dia 31 de março, foi marcado em pelo menos sete capitais brasileiras e algumas cidades como em Macaé ( Rio de Janeiro) . Os atos estão sendo organizados pela  FRENTE BRASIL POPULAR e o POVO SEM MEDO, as centrais sindicais.  O objetivo é iniciar a construção de uma greve geral capaz de frear os retrocessos promovidos pelo golpista Temer. De acordo com as centrais sindicais, a GREVE GERAL  no dia 28 de abril.






Estaremos  nas ruas contra a reforma da Previdência, a Reforma Trabalhistas e contra esse absurdo da aprovação da terceirização

Segundo o  professor Cesar Gomes , presidente do Sinpro Macaé e Região e diretor da  FETEERJ , "a aprovação do projeto de lei que amplia a terceirização é uma manobra para implementar o mais rápido possível uma alteração na lei trabalhista, diminuindo a responsabilidade do Estado e dos empresários, dando segurança jurídica para precarizar o trabalhador e, com isso aumentar, ainda mais os lucros".



Esse governo viu a reação do povo nas ruas e nas redes sociais contra a Reforma da Previdência  no último dia 15 e já sabe que vai ser difícil explicar essas mudanças nas leis trabalhistas e na aposentadoria para a população. Então, pegou um projeto fantasma, desenterrou e aprovou a toque de caixa a terceirização geral e irrestrita”, explica professor Cesar Gomes.

Para o presidente do Sinpro Macaé e Região, “o PL 4302 foi um jeito rápido de tirar direito do trabalhador, diminuir investimentos sociais do governo e das empresas”. Cesar Gomes ainda questionou “como alguém vai se aposentar se não vai mais contribuir com o INSS? Os jovens nem vão ter a experiência de ter seus direitos garantidos”.

Em Macaé,  a resposta é uma só : FORA TEMER!
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Em dia de protestos, Temer sanciona terceirização irrestrita

 
Texto foi publicado ainda nesta sexta em edição extra do 'Diário Oficial da União' e passa a valer imediatamente
 
 
São Paulo – Com três vetos, o presidente Michel Temer (PMDB) sancionou nesta sexta-feira (31), dia nacional de mobilização as reformas impostas por seu governo, a lei que libera a terceirização para todas as atividades das empresas. O texto foi publicado ainda hoje em edição extra do Diário Oficial da União e passa a valer imediatamente. Contra as reformas da Previdência e trabalhista, os movimentos populares e sindicais estão convocando uma greve geral para o dia 28 de abril.

Foram vetados o parágrafo terceiro, do Artigo 10 – que previa a possibilidade de prorrogação do prazo de 270 dias dos contratos temporários ou de experiência – e, os artigos 11 e 12, que repetiam direitos que já estão na Constituição Federal.

Segundo nota do Planalto, o parágrafo terceiro do Artigo 10 da lei aprovada pelo Congresso abria a possibilidade de prorrogações indefinidas do contrato temporário de trabalho, desde que isso fosse aprovado em acordo ou convenção coletiva, "o que poderia prejudicar os trabalhadores".

O projeto enfrenta resistências até dentro do partido de Temer. O principal crítico da proposta é o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). Além dele, um grupo de senadores peemedebistas pediu a Temer, em carta, que o projeto não fosse aprovado, afirmando que, da forma como foi aprovado pela Câmara na semana passada, o texto poderá agravar o desemprego e reduzir a arrecadação.

Nas mobilizações de hoje, trabalhadores, movimentos populares e sindicais que foram às ruas de todo o país para protestar contra as reformas da Previdência e trabalhista, portavam também cartazes contra a lei que permite terceirizar a atividade-fim.


por Redação RBA publicado 31/03/2017 21h42, última modificação 31/03/2017 23h53


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