segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Redução da maioridade não diminuirá número de homicídios no país





Dos 9.340 menores que estavam internados em setembro na Fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente), menos de 2,54% deles cometeram homicídio, apontam dados do Núcleo de Produção de Informações Estratégicas da Fundação Casa divulgados pelo Valor Econômico nesta segunda-feira (16).

O número de jovens que cometeram homicídio e estão detidos na Fundação Casa representam uma parcela extremamente pequena do total de crimes. Eles são apenas 2,54% dos 9.340 adolescentes na fundação. Roubo e tráfico de drogas representavam a maior parte dos jovens, com 41% e 43,32% das detenções, respectivamente.

Os dados rebatem argumento do governo de que é necessário punir jovens como se fossem adultos por conta da ocorrência de homicídios. De acordo com Marília Rovaron, cientista social do Cenpec, especializada em Fundação Casa, em entrevista ao Valor Econômico, o índice de adolescentes internados por homicídios nunca ultrapassa os 4%.

“Há um mito de que são os adolescentes que cometem os crimes mais violentos. Muito pelo contrário, são eles que são mortos”, disse a especialista.

Ademais, o sistema penitenciário brasileiro, que já está superlotado, não teria a mínima condição de receber jovens a partir dos 16 anos caso a redução da maioridade penal fosse aprovada. Além do espaço físico, as medidas socioeducativas não seriam cumpridas. Afinal, a escola tem papel fundamental para reduzir o número de jovens que acabam cometendo crimes por falta de oportunidade.

O levantamento do relatório do Conselho Nacional de Justiça, divulgado em 2012, revelou que a maioria dos jovens da Fundação Casa tem entre 15 e 17 anos e que a maior parte dos internados interrompeu os estudos aos 14 anos, entre a 5ª e 6ª série. O relatório ainda explica que, com o estudo, se constatou que os 14 anos são uma idade-chave para a adoção de políticas de combate à evasão escolar.

Tudo isso abre espaço para uma escalada da violência em que o adolescente perderia oportunidades fora da criminalidade, conforme apontou o professor doutor de Processo Penal da PUC-SP, Claudio Pereira, em entrevista realizada anteriormente pelo Portal Vermelho.

“Com a redução da maioridade penal, o jovem acabaria tendo uma educação às avessas. Ele teria contato com as facções criminosas dentro dos presídios – já que não haveria uma separação entre os adultos e adolescentes – ao invés de um programa de formação e readaptação social, fortalecendo o crime organizado no país, ou seja, a violência seria impulsionada pelo próprio Estado”, disse o professor.

Medida paliativa

Diversos estudos já apontaram que os países em que maioridade penal foi reduzida não houve diminuição da violência.

Aproximadamente 70% dos países estabelecem 18 anos como idade penal mínima e os que aprovaram a redução, como a Alemanha e a Espanha, voltaram atrás na decisão de criminalizar menores de 18 anos porque não houve eficácia.

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, o jovem infrator deve merecer medidas socioeducativas, como advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviço à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação. A medida é aplicada segundo a gravidade da infração.

A proposta de redução

A proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/2012, que reduz a maioridade penal em casos como homicídio doloso de 18 para 16 anos, é mais uma tentativa de ataque aos jovens brasileiros e ao futuro do país. A medida discutida pelo governo Michel Temer teve sua última votação foi realizada em 27 de setembro, mas foi adiada diante da mobilização da sociedade e de políticos que são contrários à sua aprovação. Uma nova votação da Proposta está prevista para o dia 27 de outubro na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ).

(do Vermelho)


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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Edital de Convocação Assembleia Geral Extraordinária dos Professores da Estácio de Sá






EDITAL DE CONVOCAÇÃO
 FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ ( MACAÉ)

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DE NEGOCIAÇÃO COLETIVA SOBRE REAJUSTE DE SALARIAL E CLÁUSULAS SOCIAIS DE 2017 DA FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ ( CAMPUS MACAÉ)  

O Sindicato dos Professores da Rede Particular de Macaé e Região - SINPRO MACAÉ E REGIÃO , com base territorial nos municípios de Macaé , Carapebus, Quissamã, Conceição de Macabu, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Silva jardim e Rio Bonito , com sede na Rua Teixeira de Gouveia nº 1.169, sala 110, Centro, Macaé/RJ, em conformidade com o seu Estatuto e o Acordo Coletivo de Trabalho dos Professores da Estácio de Sá 2017 , CONVOCA todos os professores da FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ  – UNESA , para comparecerem e participarem da ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA , a ser realizada no dia 24 de outubro de 2017, a ser realizada na sede do SINPRO MACAÉ E REGIÃO , sito à Rua Teixeira de Gouveia , 1169, sala 110,  Centro,  Macaé /RJ, com primeira convocação às 16h30, e segunda e última convocação às 17h. Com o objetivo de deliberar sobre as seguintes ordens do dia:

1.     Discussão, aprovação e votação  sobre a contraproposta apresentada pela direção da UNESA - Negociação Salarial sobre o reajuste dos Professores do Ensino Superior e a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho 2017;

2.      Deliberar as cláusulas mantidas e renovadas pela categoria;

3.      Autorizar a Diretoria do SINPRO MACAÉ E REGIÃO instaurar processo de Dissídio Coletivo firmar Convenção Coletiva de Trabalho, Acordo Coletivo de Trabalho e Termos Aditivos, sem outra assembleia nos locais de trabalho nos termos dos artigos 611 § 1º E 857 da CLT;

4.      Assuntos Gerais de interesse da categoria.


Macaé, 12 de outubro  de 2017.

CESAR GOMES ARAUJO
Presidente do SINPRO MACAÉ E REGIÃO


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domingo, 15 de outubro de 2017

Contee lança Campanha Nacional Contra a Desprofissionalização : Apagar o professor é apagar o futuro!






A Confederação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), entidade que reúne federações e sindicatos, a qual o Sinpro Macaé e Região  é filiado, lançou uma campanha nacional contra a desvalorização do professor. Intitulada “Apagar o professor é apagar o futuro”, a ação foi apresentada pela entidade na abertura do XIX Conselho Sindical (Consind), na sexta-feira, dia 29. 


A campanha foi pensada especificamente para o magistério devido à gravidade dos golpes contra essa categoria, as reformas previdenciária e trabalhista, como a reformulação do ensino médio e o movimento Escola Sem Partido. 





                                                          Professora Guilhermina Rocha

 

Acreditamos que a campanha nacional contribuirá para  alertar e fortalecer o DEBATE  acerca do processo de precarização do trabalho docente quanto para alertar sobre o risco da desprofissionalização da carreira, na medida em que a função de professor eventual nas escolas é a porta de entrada do magistério para boa parte dos professores iniciantes e pode prejudicar o aprendizado deles a respeito da profissão docente, potencializando com isso uma educação de baixa qualidade e marcada por profissionais desmotivados, nos diz Professora Guilhermina Rocha , diretora do Sinpro Macaé e Região e da plena da CONTEE.



Este é o slogan da Campanha Nacional contra a Desprofissionalização do Professor: Pela Valorização da Educação, na Defesa dos Direitos e Contra as Reformas, lançada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee).


As reformas da Previdência, trabalhista e da terceirização irrestrita, que retiram direitos dos trabalhadores; a reforma do ensino médio, que permite a contratação de qualquer pessoa com “notório saber”; o movimento Escola Sem Partido, que ameaça a liberdade de ensinar e aprender… tudo isso leva à DESPROFISSIONALIZAÇÃO  do professor.

Site Contee

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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Saúde do (a) Professor (a) atenção aos seus direitos.




 
 Direitos da pessoa com câncer:

Saque do FGTS: Na fase sintomática da doença, o trabalhador poderá sacar o benefício. 

Auxílio-doença: a pessoa com câncer terá direito ao benefício, independentemente do pagamento de 12 contribuições, desde que esteja na qualidade de segurado. 

Quitação da casa própria: A pessoa com invalidez total e permanente, causada por acidente ou doença, tem direito à quitação, caso exista essa cláusula no seu contrato. 

Isenção do IPI: Na compra de veículos adaptados, a pessoa com câncer tem direito à isenção desse imposto.
 
Isenção do Imposto de renda na Aposentadoria : nos proventos da aposentadoria 


Previna-se! Cuide da sua saúde, faça exames regularmente e esteja atento a alterações no seu corpo. Não demore para procurar um médico caso perceba algo diferente. 
O diagnóstico precoce ainda é o melhor remédio para o sucesso do tratamento.
 
 
 
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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Sinpro Macaé participa do XIX Consind da CONTEE, em Brasília.







  
O XIX CONSIND - Conselho Sindical da CONTEE – iniciou-se, na sexta-feira, 29 de setembro  e se encerrou, no domingo, 01º de outubro, na capital do país,  promovendo  debates que tiveram como tema “Sindicalismo brasileiro: desafios e perspectivas no pós-golpe” . Contou com a participação de mais de 300 dirigentes de entidades de todo o país e o SINPRO Macaé e Região esteve representado pela professora GUILHERMINA LUZIA DA ROCHA, que também compõe a diretoria plena da CONTEE e da FETEERJ.



A abertura foi feita pelo Coordenador Geral, professor Gilson Reis e diversas entidades: CONTEE, PROIFES, UNE, CNTE, CUT e CTB. O Consind  contou  com várias palestras focadas  sobre  a Análise de Conjuntura nacional e internacional, Reforma Sindical, e perspectivas de resistência na luta sindical. Um dos temas abordados foi  “A Contrarreforma trabalhista” e seus desdobramentos: “ impactos e resistência política”  e “ limites e possibilidades jurídicas”.


Na última mesa “Os retrocessos na educação brasileira e a organização da CONAPE” nossa diretora, professora GUILHERMINA ROCHA, fez a coordenação dos trabalhos com o Professor ALAN FRANCISCO DE CARVALHO, da Coordenação da Secretaria de Comunicação Social da CONTEE.  Nesta mesa, a professora ADÉRCIA BEZERRRA HOSTIN DOS SANTOS,  da coordenação da Secretaria de Assuntos Educacionais  apresentou o Caderno Orientador (Cartilha) ,  conforme já  feito na Conferência Nacional de Educação (Conae) de 2014.  A Cartilha elaborada pela CONTEE já se encontra disponível  para as entidades filiadas. Tem o objetivo de facilitar a apresentação de nossas demandas e propostas de políticas para a educação brasileira,  nas conferências da CONAPE.


Para a professora  GUILHERMINA LUZIA DA ROCHA, diante da conjuntura que estamos vivendo, é importante que as pessoas atualizem-se continuamente para  que possamos melhor contribuir na resistência .  “Nós estamos passando por um grande retrocesso. As múltiplas formas de dominação capitalista na contemporaneidade e as possibilidades de resistência dos trabalhadores por meio da luta sindical devem ser refletidas e debatidas como fizemos nestes três dias“, relatou a professora.

 
 Ainda sobre o XIX CONSIND, foi lançada a CAMPANHA NACIONAL: Desprofissionalização do(a) professor(a) – “APAGAR O PROFESSOR É APAGAR O FUTURO!  Ela denuncia a descaracterização da categoria do(a) professor(a)  que vem sendo desqualificada e perdendo seu espaço de trabalhado como propõe, por exemplo,  a Lei sobre a Reforma do Ensino Médio, a partir da figura do    “notório saber”.

“O rebaixamento da formação, fechamento de licenciaturas, permissão para lecionar a pessoas com “notório saber”, magistério tratado como “bico”, desvalorização, isso sem se falar nas tentativas de censurar e amordaçar docentes, são cada vez mais acintosos os ataques que professores e professoras vêm sofrendo no Brasil, os quais se agravam com as políticas e medidas nefastas do governo golpista de Michel Temer”, conforme o site da Conte.

Sindicato dos Professores de Macaé e Região

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