segunda-feira, 13 de maio de 2013

Ensino básico é novo alvo do setor privatista

“A educação básica será o próximo alvo no processo de consolidação do setor de ensino privado que foi puxado pelas instituições de ensino superior nos últimos anos, de acordo com Ryon Braga, fundador e presidente do conselho da consultoria Hoper Educação.” Esse foi o foco de matéria publicada nesta sexta-feira (10) pelo jornal Valor Econômico, segundo o qual as instituições privadas desse segmento, que compreende educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, movimentaram R$ 33,9 bilhões em 2012. A Hoper estima um crescimento de 15,6% em 2013, para R$ 39,2 milhões.

Para ler esta matéria na íntegra, acesse: Ensino básico é novo alvo do setor privatista – CONTEE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino



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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Contee é contra a venda do Grupo Anhanguera para o grupo Kroton



A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), que representa professores e técnicos-administrativos que atuam nas instituições privadas, vai ingressar no Supremo Tribunal Federal com ação direta de inconstitucionalidade contra a venda do grupo Anhanguera para o Kroton. “A negociação é inconstitucional porque a educação é um direito garantido pela Constituição e não um produto que pode ser negociado na bolsa de valores”, disse a coordenadora-geral da Contee e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Madalena Guasco Peixoto.
Outra medida a ser tomada pela entidade é uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), subordinado ao Ministério da Justiça. “Como órgão regulador, deverá se posicionar contra a formação de cartel e monopólio no setor”, disse. A autarquia, vinculada ao Ministério da Justiça, tem a finalidade de zelar pela livre concorrência no mercado, investigar e decidir, em última instância, sobre concorrências.
Na última segunda-feira (22/04/13), os grupos Anhanguera e Kroton anunciaram a fusão celebrada dois dias antes. Segundo comunicado dos grupos educacionais, o valor de mercado de ambos é de aproximadamente de R$ 12 bilhões. A receita bruta, em 2012, somou R$ 4,3 bilhões. Os grupos concentram mais de 800 unidades de ensino e 810 escolas associadas distribuídas por todo o país, que atendem a aproximadamente um milhão de alunos. A combinação das companhias se dará mediante a incorporação de ações de emissão da Anhanguera pela Kroton. Com a união, surge a maior empresa do setor no mundo.
O negócio bilionário, segundo a Contee, representa sérios prejuízos à qualidade dos cursos, aos trabalhadores e aos estudantes, em geral de classes menos favorecidas, que ali estudam graças a programas federais como o ProUni e o Fies. Segundo Madalena, corporações de capital aberto, negociado em bolsas de valores, lançam mão de diversas estratégias para aumentar seus lucros e valorizar suas ações. “Para resolver essa equação e cortar custos, demitem professores com doutorado e mestrado, que têm melhores salários, e os substituem por professores menos qualificados, com menor remuneração, e juntam várias turmas em uma só, entre outras estratégias”, disse. Entre os cursos oferecidos estão os de Medicina, Engenharia e Tecnologia, entre outros.
O fato de os dois grupos terem parte de seus fundos oriundos de capital estrangeiro e outra do setor financeiro é outro agravante, segundo a coordenadora. “Aí o negócio não tem mais dono, mas uma gerência que presta contas aos acionistas, como um banco”.
Por isso, a Contee defende a aprovação do Projeto de Lei n° 4372/2012, que cria o Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior (Insaes). A autarquia federal, com autonomia administrativa e financeira, estará vinculada ao Ministério da Educação e terá a incumbência de supervisionar e avaliar e certificar instituições de educação superior e cursos de educação. O projeto tramita na Câmara dos Deputados.
A reportagem tentou ouvir o Ministério da Educação (MEC), que não se manifestou até o momento da publicação.

Fonte: Cida de Oliveira, da Rede Brasil Atual e Contee.

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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Carta aberta ao Ministério da Educação contra a cartelização e a instauração de monopólio no ensino superior



A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – Contee é defensora veemente do Ministério da Educação no exercício inerente e primordial à pasta de fiscalizar e supervisionar a educação no país. E isso se refere não só à garantia de qualidade na educação pública, mas também à observância do princípio constitucional expresso no artigo 209 da Constituição da República, segundo o qual o ensino é, sim, livre à iniciativa privada, desde que atendidas as condições que determinam o cumprimento das normas gerais da educação nacional e a autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público.
Para garantir essa prerrogativa e exigência constitucional, é dever do Ministério da Educação atuar neste momento para impedir a concretização da anunciada fusão entre a Anhanguera Educacional Participações S/A e a Kroton Educacional S/A, operação financeira que representa um atentado à educação superior no Brasil, porque símbolo máximo da mercantilização do ensino que teve início com a política neoliberal implantada nos anos 1990 e que culminou, a partir de 2005, no processo de financeirização e desnacionalização da educação superior no país.
Segundo noticiado pela imprensa nacional, a companhia resultante da fusão teria faturamento bruto de R$ 4,3 bilhões, mais de um milhão de alunos e valor de mercado próximo a R$ 12 bilhões. O número de estudantes corresponde a 20% das matrículas no Brasil, grande parte das quais mantidas à base de investimentos públicos, através de programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Universidade para Todos (ProUni) e o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior (Proies).
As instituições e cursos mantidos atualmente pelos dois grupos empresariais foram credenciados pelo Ministério da Educação mediante o atendimento de uma série de critérios normativos, entre os quais o cumprimento de um projeto pedagógico determinado – critérios que se colocam agora em risco com a anunciada fusão. Risco, aliás, que tem se confirmado em cada incorporação de instituições brasileiras de educação superior a grupos financeiros nacionais e internacionais, cujo objetivo é investir em ações que no mercado financeiro se tornem atrativas.
Para que esse intento seja cumprido, essas instituições, depois de adquiridas, passam por mudanças internas muito significativas, cuja finalidade é maximizar os rendimento e diminuir os custos a um patamar mínimo. Assim, fazem uma verdadeira mudança no projeto pedagógico dos cursos que já passaram por avaliação, demitem doutores e mestres e padronizam todo o material pedagógico, simplificando as informações, pasteurizando o conhecimento, rebaixando a formação dos profissionais e desvalorizando a produção de saber, visto que primam pelo oferecimento de cursos de baixo investimento. Além disso, mudam a mantença da instituição sem que o MEC seja informado do fato.
Sabemos que combater essa prática é uma batalha cara não só à Contee, mas ao próprio Ministério da Educação. Tanto é assim que foi incluída pelo MEC no Projeto de Lei 4.372/ 2012, que cria o Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação do Ensino Superior (Insaes), a determinação de que tais fusões se deem mediante aprovação prévia do Ministério. Anunciar a fusão entre a Kroton e a Anhanguera enquanto a proposta de criação do Insaes ainda tramita no Congresso Nacional é querer burlar a fiscalização e passar por cima do papel do MEC em seu dever de assegurar educação de qualidade também na iniciativa privada. Admitir a concretização de tal operação financeira é abrir mão dessa função essencial de garantir a educação como direito, e não como serviço ou mercadoria.
A Contee tem envidado todos os esforços junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ao Ministério Público Federal (MPF), para solicitação de instauração de procedimento administrativo investigatório, a fim de impedir a concretização desse absurdo educacional. A Confederação também não pode se furtar de reivindicar ao Ministério da Educação que tome providências e reforce as ações junto ao Cade e ao MPF para não permitir que tal fusão aconteça. É dever do Ministério da Educação se manifestar contra a cartelização e a instauração de monopólio na educação brasileira, assim como explicitar quais serão as medidas que a pasta tomará para cumprir seu papel, enquanto Estado, de intervir e garantir a qualidade da educação superior no Brasil.

Brasília, 26 de abril de 2013.
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – Contee

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Assembleia de Educação Básica Macaé 24 de abril - 17 horas



O Sinpro Macaé e Região convoca seus filiados e membros da categoria de professores da rede particular da Educação Básica compreendidos nas seguintes modalidades: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio para a Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada na sede do Sinpro Macaé, situada na Rua Marechal Rondon, nº. 08 – Praça Santos Dumont – Bairro: Jardim Miramar – Macaé, no dia 24 de abril de 2013, às 17 horas.

Pauta:
Apresentação, discussão e deliberação sobre a pauta de Reivindicação do Sinpro Macaé e Região relativa à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2013 e assuntos gerais.

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