terça-feira, 27 de setembro de 2016

Manifesto do Movimento Nacional em Defesa do Ensino Médio sobre a Medida Provisória



Não ao esfacelamento do Ensino Médio

O Governo Federal anunciou hoje (22/09/2016), por meio de Medida Provisória, uma reforma no Ensino Médio Brasileiro. Consideramos ilegítimo o uso da Medida Provisória para esse fim, o que se institui como forma absolutamente antidemocrática de promover mudanças no campo da educação. O Ensino Médio tem sido alvo de preocupações por parte de gestores, professores, pesquisadores e várias entidades da área, o que, por si só, justifica a necessidade de uma ampla discussão na sociedade brasileira, desde que considere os interesses e necessidades de todos os envolvidos, em particular de estudantes. Quanto ao conteúdo em si da referida Medida Provisória ressaltamos seus limites ao considerar apenas parcialmente as necessidades de mudanças, além do que as medidas anunciadas carregam em si perigosas limitações, dentre elas: o fatiamento do currículo em cinco ênfases ou itinerários formativos implica na negação do direito a uma formação básica comum e resultará no reforço das desigualdades de oportunidades educacionais, já que serão as redes de ensino a decidir quais itinerários poderão ser cursados; o reconhecimento de “notório saber” com a permissão de que professores sem formação específica assumam disciplinas para as quais não foram preparados institucionaliza a precarização da docência e compromete a qualidade do ensino; o incentivo à ampliação da jornada (tempo integral) sem que se assegure investimentos de forma permanente resultará em oferta ainda mais precária, aumentará a evasão escolar e comprometerá o acesso de quase 2 milhões de jovens de 15 a 17 anos que estão fora da escola ou que trabalham e estudam; a profissionalização como uma das opções formativas resultará em uma forma indiscriminada e igualmente precária de formação técnico-profissional acentuada pela privatização por meio de parcerias; a retirada da obrigatoriedade de disciplinas como Filosofia, Sociologia, Artes e Educação Física é mais um aspecto da sonegação do direito ao conhecimento e compromete uma formação que deveria ser integral – científica, ética e estética. Entendemos que, para alterar de fato a qualidade do que é oferecido e ampliar as possibilidades de acesso, permanência e conclusão do Ensino Médio seria necessário um conjunto articulado de ações envolvendo, para sua execução, as redes de ensino e esferas de poder em torno de uma ação conjunta. Dentre as ações necessárias destacamos: induzir a uma organização curricular que respeite as diferenças e os interesses dos jovens mas ao mesmo tempo assegure a formação básica comum e de qualidade; a consolidação de uma forma de avaliação no Ensino Médio que possibilite o acompanhamento permanente pelas escolas do desempenho dos estudantes com vistas à contenção do abandono e do insucesso escolar; a ampliação dos recursos financeiros com vistas à reestruturação dos espaços físicos, das condições materiais, da melhoria salarial e das condições de trabalho dos educadores; construção de novas escolas específicas para atendimento do Ensino Médio em tempo integral; indução à formação de redes de pesquisa sobre o Ensino Médio com vistas a produzir conhecimento e realizar um amplo e qualificado diagnóstico nacional; articulação de uma rede de formação inicial e continuada de professores a partir de ações já existentes como PARFOR e PIBID; fomento a ações de assistência estudantil com vistas a ampliar a permanência do estudante na escola; atendimento diferenciado para o Ensino Médio noturno de modo a respeitar as características do público que o frequenta; elaboração e aquisição de materiais pedagógicos apropriados, incluindo os formatos digitais; criação de uma rede de discussões para reconfiguração dos cursos de formação inicial de professores, envolvendo as várias entidades representativas do campo educacional, estudantes, professores e gestores; Desse modo, nos posicionamos contrários ao teor da Medida Provisória e conclamamos pela sua não aprovação pelo Congresso Nacional e abertura imediata de um amplo diálogo nacional. Mudar sim, mas para melhor!


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[Video] "Escola sem Partido como chave de leitura do fenômeno educacional" Aula com Professor Dr Fernando Penna parte 1



Aula Magna da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense proferida pelo prof. Dr. Fernando Penna no dia 14/09/2016. O tema foi "Escola sem Partido como chave de leitura do fenômeno educacional".

Em breve divulgaremos as partes 2 e 3. Seguimos juntos nessa luta!


O link para o vídeo no youtube:
https://youtu.be/b3TiIy77844


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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

26 de setembro é o Dia Nacional do Surdo:perguntas e respostas sobre inclusão de alunos surdos



Respondemos a cinco dúvidas comuns sobre os programas governamentais e a oferta de materiais de apoio para incluir os alunos com deficiência auditiva nas turmas regulares


Toda escola deve ter um intérprete de Libras?
Qualquer escola que tiver alunos com deficiência auditiva nas classes regulares tem o direito a um intérprete de Libras. Caso você tenha apenas um aluno surdo matriculado, procure outras escolas da região e monte um pequeno grupo de estudantes que possam receber o atendimento de um profissional no contraturno. Isso facilita o trabalho das Secretarias de Educação, que cadastram intérpretes anualmente, mas ainda não conseguem atender à procura das instituições de ensino.
Outro profissional importante nesse processo é o instrutor surdo - um profissional com deficiência auditiva que atua na escola e ensina a língua de sinais para os alunos surdos e, eventualmente, para os ouvintes também.

Como esses intérpretes são formados?
Quase 700 cursos superiores em Pedagogia, mais de 50 cursos de Fonoaudiologia e cerca de 400 cursos de Letras oferecem disciplinas de Libras em suas grades curriculares. Mas, para ser um intérprete oficialmente cadastrado é preciso passar pelo programa nacional de certificação de intérpretes, o Prolibras, coordenado pelo MEC.
O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep) abre uma chamada pública para recrutar instituições públicas de ensino superior que possam aplicar o exame de proficiência em Libras aos interessados. Nos últimos anos, a instituição responsável é a Universidade de Santa Catarina. A partir de 2011, o Prolibras deve ser executado pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).
A prova prática de proficiência engloba uma apresentação pessoal do candidato em Libras e outra apresentação a respeito de um tema determinado pela comissão de avaliação. O candidato também precisa mostrar como executaria um plano de aula entregue pelos avaliadores, detalhando as estratégias, a metodologia e os recursos didáticos empregados. Todos são avaliados sob dois aspectos principais: a fluência em Libras e a competência metodológica para que este intérprete também saiba ensinar a língua de sinais a outras pessoas.
Há, também, os cursos oferecidos por entidades do terceiro setor e os realizados à distância, que não são contabilizados pelo Censo Escolar.

Como os gestores devem proceder para ter um intérprete na escola?
O gestor que recebe uma matrícula de um aluno com deficiência auditiva deve imediatamente procurar a Secretaria de Educação do Estado ou do Município, fazer um cadastro e comunicar as necessidades específicas daquele aluno. Com base nisso, os governos podem planejar melhor a distribuição de recursos dentro da rede.
Vale lembrar que todos os estados possuem os Centros de Capacitação dos Profissionais de Educação e de Apoio às Pessoas com Surdez (CAS), vinculados às Secretarias Estaduais de Educação. Esses Centros são encarregados pela realização de cursos de formação na área e são financiados com recursos do MEC e das Secretarias.

O que fazer quando a escola não possui intérpretes?
O primeiro passo é entrar em contato com as Secretarias de Educação para solicitar um intérprete e verificar quais os cursos disponíveis para a formação dos professores. Caso a escola ainda não tenha uma sala de recursos multidisciplinar, também é possível fazer esta solicitação através do Programa Escola Acessível, do Ministério da Educação, pelos telefones (61) 2104 -9258 e (61) 2104-8651.
O MEC também disponibiliza materiais de apoio e recursos didáticos para as escolas, que podem ajudar os professores não-intérpretes a flexibilizar as atividades para melhor atender aos alunos com deficiência auditiva. Mas, vale lembrar que a presença do intérprete é fundamental para garantir o avanço desses estudantes. Uma sugestão é reunir alunos com deficiência auditiva de diferentes escolas de uma região em um mesmo espaço no contraturno, para que sejam assistidos por um intérprete e um instrutor surdo.

Como é possível conseguir os materiais de apoio ao Atendimento Educacional Especializado?
Os estados, por meio das Secretarias de Educação, apresentam à Secretaria de Educação Especial do MEC planos de trabalho com os cursos de formação que desejam oferecer aos profissionais que trabalham no AEE da rede, o número de vagas que podem ser ofertadas, assim como uma listagem dos materiais que desejam encaminhar para as escolas. Assim, o Ministério pode distribuir da forma mais adequada possível os recursos financeiros disponíveis e os materiais didáticos e pedagógicos em formatos acessíveis (Libras).
Também é possível obter recursos do Fundeb para financiar o AEE, mas a administração desse financiamento fica a cargo da rede de ensino. Livros didáticos, DVDs literários e dicionários trilíngues (Libras/Português/Inglês) são disponibilizados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), através dos Programas Nacionais do Livro e enviados automaticamente para as escolas públicas com alunos surdos matriculados.


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Entrevista com Ana Moser: "Acabar com a Educação Física é um retrocesso"



Crítica à alteração curricular do Ensino Médio, a medalhista olímpica vê prejuízos inclusive para a saúde pública


Michel Temer e o ministro da Educação, Mendonça Filho, apresentaram na quinta-feira 22 uma Medida Provisória que acaba com a obrigatoriedade das aulas de Educação Física, Artes, Filosofia e Sociologia no ensino médio. O ministro anunciou o modelo uma semana antes e afirmou que a urgência do governo se deve aos resultados do ensino médio no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Ana Moser, medalhista olímpica e sócia fundadora da ONG Atletas pelo Brasil, afirma que a questão é também de relevância para a saúde pública e que "a medida reduz a identificação e o significado da escola para os jovens". A ex-atleta de voleibol, que trabalha para ampliar e qualificar a prática de Educação Física em todo o Brasil, ressalta que a escola alcança lugares no País a que outras instituições não chegam e, por isso, é o centro de garantia de acesso ao esporte.

CartaCapital: Um mês após o Brasil receber as Olimpíadas, o governo federal retira a obrigatoriedade do ensino de Educação Física nas escolas. O que isso representa?

Ana Moser: Acabar com a Educação Física é um retrocesso. Voltamos para a década de 80, quando não tínhamos a obrigatoriedade da Educação Física. Isso gerou um prejuízo para a cultura da prática motora na escola, e o preço se paga até hoje. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, por exemplo, mostram que quase 70% dos alunos são sedentários. Trata-se de uma questão de saúde pública.

E, não menos importante, significa também tirar um lugar onde o adolescente pode ser adolescente, usar o corpo, se desafiar e se comunicar por meio de uma atividade motora.

Se a escola está se tornando desinteressante, não é afastando as disciplinas de humanas que vai melhorar o quadro, só vai piorar. Focar no resultado do Ideb é uma miopia, porque uma prova por si só não mostra se a educação está sendo eficiente ou não. Ela é um dos fatores, mas não é o único.

A própria política que apresentam como justificativa não me parece coerente. Tiram mais oportunidades de educação e dizem que vão ampliar o período escolar?

CC: Quais são os retrocessos que podemos esperar em decorrência dessa decisão?

AM: Podemos esperar a perda do potencial de desenvolvimento que a Educação Física traz: o motor, cognitivo e socioafetivo. Tira a oportunidade de convívio e formação de grupos, de aprender a conviver na diversidade e sob a ética das regras iguais que o esporte promove.

Os alunos envolvidos em atividades esportivas ocupam e cuidam da escola, têm uma relação afetiva mais forte. A medida reduz a identificação e o significado da escola para os jovens.

O esporte promove o convívio na diversidade e sob a ética de regras 
iguais, diz a medalhista olímpica

CC: Sem a obrigatoriedade, a tendência é que as escolas deixem de investir na infraestrutura e nos professores de educação física?

AM: O que não é obrigatório é opcional. O que é opcional pode não existir. Temos nos baseado em trabalhos científicos e resultados de pesquisas que mostram a importância da atividade física na escola e, a partir disso, procuramos ampliar esse direito e garanti-lo a todos, e agora tiram esse direito, reduzem essa importância.

CC: Isso também pode refletir nas políticas públicas de incentivo ao esporte nas periferias?

AM: Com certeza, porque a escola é a instituição mais forte do País para atender crianças e jovens. As outras estruturas são complementares, mas as crianças e jovens estão na escola, e ela está em todos os lugares do País, inclusive onde outras instituições não chegam.

As secretarias de esporte, equipamentos, assistência social e de saúde voltadas à atividade física são esporádicas no País. A escola, não. Ela é o lugar que pode garantir esse direito – ou podia. 





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Salários de professores brasileiros equivalem a 39% do que é pago em países desenvolvidos




OCDE aponta que docentes ganham menos no Brasil que em outros países


Os professores e professoras brasileiros ganham, em média, 39% do que é pago para os mesmos profissionais nos países desenvolvidos, segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgados hoje (15). De acordo com o levantamento, que considera o piso salarial nacional de 2014, o mínimo que um docente brasileiro dos anos iniciais receberia seria o equivalente a cerca de 12.200 dólares por ano. Em média, nos países da OCDE, o salário inicial de um docente do mesmo nível é de cerca de 31 mil dólares. Países como Suíça, Alemanha e Luxemburgo possuem salários iniciais superiores a 45 mil dólares por ano.

É preciso levar em consideração que os dados, ao tomarem por base o piso nacional do magistério, referem-se aos professores que atuam na rede pública e que, ao contrário do que pensa o senso comum, a situação dos trabalhadores docentes do setor privado de ensino — base da Contee — se agrava. Em 2013, a Revista Conteúdo publicou uma reportagem com a atual coordenadora da Secretaria de Defesa de Direitos de Gênero e LGBTT, Gisele Vargas, sobre sua pesquisa de mestrado, que trata justamente da “Valorização salarial docente: implicações das políticas públicas educacionais relativas à remuneração do magistério no setor privado de ensino” (releia aqui a matéria).

Só para se ter uma ideia, a pesquisa, transformada em livro, aponta que, enquanto um professor do setor público de ensino, com carga horária de 40 horas semanais, com formação acadêmica de nível médio, independentemente da modalidade de ensino atuante, teve salário-base de R$ 950 e R$ 1.024,67, respectivamente em 2009 e 2010, um professor do setor privado de ensino, com carga horária de 40 horas semanais, independente da formação acadêmica, atuante no ensino infantil e fundamental – 1ª a 4ª série, teve salário base de R$ 907,20 e R$ 1.018,50, respectivamente em 2009 e 2010.

Embora o levantamento realizado pela diretora da Contee abranja apenas o estado de Santa Catarina, é possível tomá-lo como exemplo de uma realidade mais ampla, que atinge professores e professoras de todo o Brasil. “O critério para o estabelecimento do piso salarial dos professores do setor privado de ensino é a modalidade de ensino atuante, enquanto o critérios que compõe o piso salarial dos professores do setor público de ensino é a formação acadêmica (que se inicia no nível médio)”, afirma Gisele, no trabalho. “Para melhor compreensão, exemplifica-se: um professor do setor privado de ensino, atuante na modalidade de educação básica (1ª a 4ª série), com formação acadêmica pós-graduação stricto sensu, recebe remuneração inferior a um professor do setor público de ensino, atuante na mesma modalidade de ensino, com formação acadêmica de nível médio (leva-se em conta a remuneração inicial).” Isso significa que, no setor privado, os professores recebem de acordo com o nível em que atuam, e não com a formação que possuem.

Há ainda um outro problema: a remuneração por hora-aula, sem o estabelecimento de um plano de carreira, e a falta de pagamento do trabalho extraclasse, que levou a Contee a realizar, em 2013, a campanha nacional no Domingo de Greve, a fim de denunciar o quanto docentes são obrigados a trabalhar em seus horários de descanso. O tema também está presente no livro “Trabalho extraclasse x Direito ao descanso – Uma disputa no âmbito do ensino privado”, publicado em 2014 pela Carta Editora e organizado pelo diretor de Comunicação Social do Sinpro/RS, Marcos Julio Fuhr. A obra trata da condição dos professores de profissionais contratados e remunerados com base na hora-aula e o não pagamento das atividades realizadas para além da carga horária contratada.

Para combater essa realidade, a plenário do 9° Conatee aprovou, entre as prioridades da Confederação para os próximos quatro anos, a luta pela valorização dos trabalhadores em educação com a garantia de condições de trabalho, salário, formação inicial e continuada, plano de carreira e relações democráticas na escola. O Conatee também aprovou, no plano de lutas, a busca pela viabilização de um Projeto de Lei garantindo aos trabalhadores em educação tempo reservado ao trabalho extraclasse, bem como a remuneração de horas extras para reuniões e atividades escolares que acontecerem fora da jornada de trabalho.

Total de estudantes por sala

Ainda segundo o levantamento divulgado hoje, os professores têm um número maior de aluno em sala de aula se comparado com os demais países da OCDE. No Brasil, a média é de 21 alunos por professor nos anos iniciais do ensino fundamental, 18 nos anos finais do ensino fundamental, 15 no ensino médio e 25 na educação superior. Por conhecer de perto a realidade do setor privado, a Contee sabe, contudo, que alguns docentes enfrentam, no dia a dia, salas de aula muito mais cheias do que os números médios da OCDE dão a entender, às vezes chegando a mais de uma centena de estudantes.

Projetos para estabelecer um limite encontram-se parados no Congresso Nacional, mas, no ano passado, houve uma vitória nesse sentido: a garantia, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da constitucionalidade da lei catarinense que limita o número de estudantes por sala de aula a 15 na educação infantil, 30 no ensino fundamental e 40 no ensino médio. Foi uma notícia de extrema relevância não apenas para o estado de Santa Catarina, mas também para todo o Brasil, uma vez que abre caminho para que a medida, importante tanto para assegurar a qualidade da educação quanto para garantir condições dignas de trabalho aos professores, possa ser estendida ao restante do país. Além disso, a decisão do STF representou uma derrota dos interesses do patronato, autor da ação de inconstitucionalidade, preocupado apenas com os próprios lucros propiciados por salas de aula lotadas e corpo docente reduzido.


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