segunda-feira, 25 de maio de 2020

Em defesa da vida , contra a volta imediata das aulas!


A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – Contee se manifesta contrária à precipitação na volta às aulas, como pretendem o Governo Federal e vários proprietários de escolas particulares, e defende que o retorno das atividades escolas seja realizado com critérios científicos e garantindo condições seguras e saudáveis de aprendizado e trabalho.

Pressão criminosa

O presidente Jair Bolsonaro sempre foi contrário ao isolamento social e considera que o coronavírus “é realmente muito perigoso para quem tem uma certa idade, para quem tem uma doença. Para a juventude não tem esse perigo todo” (até o dia 21 de maio, ao menos 116 pessoas de até 19 anos de idade haviam morrido em decorrência da COVID-19, de acordo com o Ministério da Saúde). 

Ignorando a pandemia, afirmou que “não adianta se acovardar, ficar dentro de casa. Nós sabemos que a vida é uma só. Sabemos dos pais que estão preocupados com os filhos voltarem à escola. Mas tem que voltar à escola, nós não temos nenhuma notícia de alguém abaixo de 10 anos de idade que contraiu o vírus e foi a óbito ou foi para a UTI”.

Já a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) chegou a apresentar um plano para que os estudantes levem sapato extra para entrar nas salas, troquem de máscara a cada 3 horas e guardem ao menos um metro de distância um dos outros. O presidente da entidade, Ademar Pereira, preocupa-se com a segurança jurídica de suas empresas filiadas, e não com a saúde dos alunos e profissionais do setor ou a qualidade do ensino: “Sugerimos que esse protocolo seja seguido em todos os locais para evitar que as escolas sejam questionadas depois se houver algum caso de transmissão”, confessou, admitindo a possibilidade de contaminação.

Contágio em expansão

A despeito do que dizem estes senhores, o Brasil tem apresentado rápido crescimento nos números de casos e de morte por COVID-19, com constantes recordes diários. O país está na fase do crescimento exponencial, que pode acelerar de forma imprevisível e exigir medidas drásticas para evitar novos casos e interromper a cadeia de transmissão. O Imperial College, do Reino Unido, estima que cada brasileiro com COVID-19 infecta de dois a três outros.

Na Alemanha, o contágio aumentou uma semana após o início da flexibilização do isolamento. Singapura, que teve sucesso com as medidas para contenção da infecção, retomou o lockdown após verificar novo aumento do número de casos depois da flexibilização. Vários países do mundo reconhecem e temem o surgimento de uma segunda onda de casos após o relaxamento do isolamento social.

Segundo o Instituto Cochrane, as medidas de isolamento social reduzem em 44% a 81% o número de pessoas com a doença e em 31% a 63% o número de mortes, mas os casos podem ressurgir com o aumento do contato social se as empresas, indústrias, comércios e escolas retomarem suas atividades. Políticas de controle, como distanciamento físico, e mudanças de comportamento (higienizar as mãos, usar máscaras, evitar aglomerações, trabalhar remotamente) deverão ser mantidas por meses, ou até existirem vacinas ou medicamentos eficazes e acessíveis.

A flexibilização das medidas de isolamento social demandam conhecimento da evolução da epidemia e estratégias e recursos para monitorar seus efeitos. É baixíssima a cobertura de testes para apurar a incidência do COVID-19 na população brasileira. Na Itália foram 23.000 testes/milhão de habitantes; 32.891 testes/milhão na Alemanha; 64.977 testes/milhão na Espanha; 37.188/milhão nos Estados Unidos. Até 20 de maio, o Brasil realizou apenas 3.462 testes por milhão de habitantes…

Recomendações científicas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que, antes de começar a afrouxar as medidas
de controle de movimentação da população, estejam preenchidas estas condições: 1. transmissão do vírus controlada; 2. sistemas de saúde com capacidade de detectar, testar, isolar e tratar todas as pessoas com COVID-19 e os seus contatos mais próximos; 3. controle de surtos em locais especiais, como instalações hospitalares; 4. medidas preventivas de controle em ambientes de trabalho, escolas e outros lugares aonde as pessoas precisam ir; 5. manejo adequado de possíveis novos casos importados; 6. comunidade informada e engajada com as medidas de higiene e as novas normas.
A flexibilização do isolamento social deve ser pensada com uma estratégia de monitoramento populacional da transmissão da infecção, garantindo segurança para a população.

A Contee destaca a atuação incansável das entidades de sua base em defesa dos direitos dos professores, técnicos administrativos e alunos das instituições de ensino. A agilidade das ações na Justiça, as constantes e praticamente diuturnas negociações com os sindicatos patronais e donos de escolas, a batalha para assegurar salários e impedir demissões, a preocupação com a saúde física e mental dos trabalhadores e estudantes, os materiais — artigos, notas, orientações, vídeos etc. — voltados à informação da categoria e à conscientização de toda a sociedade.

Saúde e dignidade para quem estuda e ensina!

Em defesa da vida!

Brasília, 25 de maio de 2020

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – Contee

FONTE: CONTEE

SINDICATO DOS PROFESSORES DE MACAÉ E REGIÃO 

 

 

Fiocruz - completa 120 anos em defesa da vida e da saúde das pessoas.






FIOCRUZ 120 ANOS | Hoje, dia 25 de maio, a Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz - completa 120 anos em defesa da vida e da saúde das pessoas. É, com certeza, um patrimônio da sociedade brasileira.

O Sinpro Macaé e Região parabeniza a FIOCRUZ e reforça a fala da presidente, Nísia Trindade Lima, que disse no evento comemorativo que este “É um momento muito especial na vida da instituição, não apenas para a Fiocruz, posso ousar dizer, mas para a sociedade brasileira que vê na Fiocruz uma instituição a serviço de seus valores maiores, tantas vezes ameaçados. São valores centrais que a duras penas foram sendo construídos nesses 120 anos e, no período mais recente, com a Constituição Cidadã, se somaram valores mais recentes de cidadania, democracia, redução das desigualdades e justiça social”.

É preciso ressaltar que, atualmente, a Fiocruz, protagoniza o enfrentamento da Covid-19 com sua expertise.

O Sindicato ressalta que a Fiocruz escreve e marca a história com responsabilidade social, seriedade, competência técnica, compromisso público, comprometimento institucional, empenho, dedicação e tantos outros bons adjetivos.

É preciso cuidar e cuidar de quem cuida! Somos Fiocruz! Somos SUS! SINPRO MACAÉ E REGIÃO PELA DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA PARA TODOS E TODAS!

SINDICATO DOS PROFESSORES DE MACAÉ E REGIÃO 

sábado, 23 de maio de 2020

NOTA SINPRO SOBRE MORTES DE CRIANÇAS NEGRAS EM COMUNIDADES DO RIO DE JANEIRO







NOTA SINPRO SOBRE MORTES DE CRIANÇAS NEGRAS EM COMUNIDADES DO RIO DE JANEIRO

Mais uma vez, o Sinpro Macaé e Região se posiciona sobre o descaso do Estado com as vidas negras. O Estado assume uma política de segurança pública que mata e mata, principalmente, os jovens negros de periferia. Lamentar as mortes de inocentes depois que elas acontecem é mera demagogia estatal.

Somente nos últimos dias, o Estado matou João Pedro, de 14 anos, assinado dentro de casa, no complexo de favelas do Salgueiro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. Executou também João Vitor, de 18 anos, baleado durante uma ação das polícias Militar e Civil na Cidade de Deus, na zona oeste do Rio de Janeiro.

A sociedade precisa estar atenta para estas mortes. As ações desastrosas do Estado não podem mais ser toleradas. Ou os agentes públicos investem em inteligência ou continuarão matando pessoas que nada tem a ver com o crime organizado.

É preciso lembrar que em 2020 outras crianças foram mortas nestas operações. Na lista entram Ágatha Félix, de 8 anos; Kauê Ribeiro dos Santos, de 12 anos; e Kauan Rosário, de 11 anos. Segundo levantamento da ONG Rio de Paz, com base em casos relatados na imprensa, esses são apenas os casos no último ano. No total, a ONG contabiliza 69 casos de crianças vitimadas por arma de fogo em contexto de violência no Rio de Janeiro desde 2007.

O Sinpro Macaé e Região se solidariza com as famílias que sofrem com uma dor tão grande. O Sindicato defende a educação e, consequentemente, o futuro que estas crianças e jovens precisam ter garantido por cada um de nós, mas, sobretudo, pelas ações responsáveis que o Estado precisa adotar. Trabalhar a segurança pública não é dar tiros, é chegar nas comunidades com todo o aparato estatal dando oportunidades dignas para as famílias que ali se encontram.

SINDICATO DOS PROFESSORES DE MACAÉ E REGIÃO

NOTA APROVADA NA ASSEMBLEIA DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA REALIZADA NO DIA 23 DE MAIO DE 2020. 

sexta-feira, 22 de maio de 2020

LUTO EM LUTA por JOÃO PEDRO: ato virtual 26/05, às 18h








Luto em Luta por João Pedro - ato hoje, 26 de maio, às 18h, nas redes da Coalizão Negra por Direitos:

“Eles não mataram só o João, mataram o pai, uma mãe, uma irmãzinha de 5 anos” -  Neilton Pinto pai de João Pedro, que foi morto pela polícia dentro de casa.

O que aconteceu com João Pedro tem nome: é genocídio. Por ser negro, seu corpo é alvo. Nosso manifesto é por João Pedro e também por todas as pessoas que estão na mira do genocídio perpetrado pelo Estado brasileiro.

Não estamos nem ficaremos calados: Mais de 200 iniciativas convocam o ato LUTO EM LUTA POR JOÃO PEDRO, no dia 26 de maio, às 18h, nas redes da Coalizão Negra por Direitos. Precisamos de você: participe deste ato virtual e assine o manifesto!

📃 Leia aqui o manifesto, também assinado, pelo SINPRO MACAÉ E REGIÃO , AQUI!


#AlvosDoGenocídio
#ParemDeNosMatar
#VidasNegrasImportam
#JustiçaPorJoãoPedro


Leiam a Nota do Sinpro Macaé e Região sobre as crianças e jovens  que são vítimas dessa violência.



NOTA SINPRO SOBRE MORTES DE CRIANÇAS NEGRAS EM COMUNIDADES DO RIO DE JANEIRO

Mais uma vez, o Sinpro Macaé e Região se posiciona sobre o descaso do Estado com as vidas negras. O Estado assume uma política de segurança pública que mata e mata, principalmente, os jovens negros de periferia. Lamentar as mortes de inocentes depois que elas acontecem é mera demagogia estatal.

Somente nos últimos dias, o Estado matou João Pedro, de 14 anos, assinado dentro de casa, no complexo de favelas do Salgueiro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. Executou também João Vitor, de 18 anos, baleado durante uma ação das polícias Militar e Civil na Cidade de Deus, na zona oeste do Rio de Janeiro.

A sociedade precisa estar atenta para estas mortes. As ações desastrosas do Estado não podem mais ser toleradas. Ou os agentes públicos investem em inteligência ou continuarão matando pessoas que nada tem a ver com o crime organizado.

É preciso lembrar que em 2020 outras crianças foram mortas nestas operações. Na lista entram Ágatha Félix, de 8 anos; Kauê Ribeiro dos Santos, de 12 anos; e Kauan Rosário, de 11 anos. Segundo levantamento da ONG Rio de Paz, com base em casos relatados na imprensa, esses são apenas os casos no último ano. No total, a ONG contabiliza 69 casos de crianças vitimadas por arma de fogo em contexto de violência no Rio de Janeiro desde 2007.

O Sinpro Macaé e Região se solidariza com as famílias que sofrem com uma dor tão grande. O Sindicato defende a educação e, consequentemente, o futuro que estas crianças e jovens precisam ter garantido por cada um de nós, mas, sobretudo, pelas ações responsáveis que o Estado precisa adotar. Trabalhar a segurança pública não é dar tiros, é chegar nas comunidades com todo o aparato estatal dando oportunidades dignas para as famílias que ali se encontram.
 

 SINDICATO DOS PROFESSORES DE MACAÉ E REGIÃO




quinta-feira, 21 de maio de 2020

SINPRO MACAÉ E REGIÃO CARTA ABERTA " A VIDA ACIMA DO LUCRO: DIGNIDADE PARA QUEM ENSINA "








Todos sabem que sem professores não há educação. Baixos salários, sobrecarga de trabalho e falta de valorização têm causado descrença e levado muitos professores a desistirem da profissão. Sem incentivos à carreira e à formação continuada, esses profissionais tam­bém não conseguem elevar o nível de qualificação e satisfação. Além disso, sem investimento nos professores, a educação para e o desenvolvimento do país fica comprometido.

Com o objetivo de obter cada vez mais lucro, os donos de escolas investem sem titubear em inovações tecnológicas, equipamentos e espaço físico, mas se esquecem de que o elemento principal para uma educação de qualidade é o capital humano, ou seja, são professores qualificados e valorizados. Portanto, para a educação avançar é necessário reconhecer de fato a importância dos professores, valorizando-os com salário digno e melhores condições de trabalho. 

Por isso, reafirmamos que o investimento na formação contínua tem uma relação direta com a satisfação dos docentes e com a qualidade da educação.

Leia a NOTA abaixo: