domingo, 27 de junho de 2010

HOBSBAWN DISCUTE HOBIN HOOD




Em recente entrevista, o conhecido historiador inglês Eric Hobsbawn discute a atração exercida pela figura do fora da lei, na tradição de Hobin Hood, que “tira dos ricos para dar aos pobres”.

Esse fascínio viria de longe, sendo que hoje está tão atual a ponto de se fundar um novo campo de pesquisa, o “banditismo social” que analisa a prática de indivíduos ou grupos transgressores das leis vigentes, mas que são considerados “heróis”, pelas suas comunidades. Heróis, digamos, “marginais”.

Na história, como na ficção, existiriam vários desses casos e do lado brasileiro é citado por Hobsbawn o caso do cangaceiro Lampião, típico herói ambíguo.

Apesar de proscritos pelas autoridades instituídas, esses chamados “bandidos” têm seus feitos cantados em prosas e versos, tornando-se lendas vivas.

De orientação marxista e autor do conhecido livro “Era dos extremos”, Hobsbawn, hoje com 93 anos, vê nestes “bandidos sociais” como tendo uma função de compensar a fragilidade dos pobres diante da situação de “dominação de classes”.

Nos tempos atuais, no Brasil e no mundo, com a generalizada crise ética, não é de se estranhar que na “real politik” vigore a cultuação da conhecida “Lei de Gerson” – aquela que diz “Seja como eu, leve vantagem em tudo”.

O fenômeno do declínio do poder do Estado, em tempos neoliberais, tem favorecido versões atualizadas de certo “banditismo social”.

Ainda que em outro contexto tenham um dia vaticinado que “bandido bom é bandido morto”, esse herói atual está em alta, a ponto de continuar merecendo o fascínio diante de uma sociedade caracterizada de injusta, onde a maioria das pessoas tem pouco ou nenhum poder para sobreviver ou se proteger.

 Essa é mais uma das contradições dos tempos modernos, onde discursos que proclamam democracia e cidadania são tão comuns quanto pouco praticados.

Contribuição de Rosaldo Bezerra Peixoto

Professor e Conselheiro Fiscal do SINPRO Macaé e Região



SINPRO Macaé e Região

Endereço: Rua Marechal Rondon, nº 08.
Bairro Miramar – Macaé
Tel.: (22) 2772-3154
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quarta-feira, 9 de junho de 2010

NOVA SEDE DO SINPRO MACAÉ E REGIÃO - SEÇÃO SINDICAL RIO DAS OSTRAS

É com imenso prazer que a diretoria do Sinpro Macaé e região vem expressar mais uma conquista para os Profissionais da Educação.Será reinaugurado na próxima sexta-feira dia 11/06 a nova casa do professor em Rio das Ostras, que vai estar localizada na rodovia Amaral Peixoto,3234, sobre loja, praia da Tartaruga, Rio das Ostras.Convidamos todos os Profissionais da Educação a participar desse novo momento em nossas ações para que possamos garantir uma qualidade no ensino e unificar nossas lutas para o desenvolvimento profissional e pedagógico.

A partir das 18 horas do dia 11/06 estaremos recebendo todos os Profissionais da Educação com muito carinho e respeito em nossa nova sede onde apresentaremos a direção do Sinpro e o espaço de construção, formação, desenvolvimento e lutas da nossa categoria.Contamos com a presença de todos.

Direção do Sinpro Macaé e região


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sábado, 5 de junho de 2010

5 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE.TODO DIA É DIA DE PRESERVAR E CONSCIENTIZAR

Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente aproveitamos este espaço para realizarmos algumas reflexões.

De acordo com a Constituição Federal(88) em seu art.225: “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o poder de difundi-la e preservá-la para a presente e futuras gerações”.

Nesse contexto, as iniciativas em educação ambiental também cresceram. Em 1999, foi promulgada a Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA – Lei nº9.795/99, que determina direitos e deveres para toda a sociedade em relação à educação ambiental, seja dentro ou fora da escola. Trouxe a questão ambiental para o “espaço da educação”, que compreende os sistemas de ensino, os programas e as políticas de educação.

Caminhando nesta mesma linha, o Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), na pessoa do Senhor Secretário, ex-ministro do meio ambiente, Carlos Minc, com a sua Superintendência de Educação Ambiental(SEAM) atuando em parcerias com as secretariais de Educação e de Ciências e Tecnologia, empenharam -se em fazer cumprir a lei nº3.325/99, que institui a Política Estadual de Educação Ambiental. Esta lei introduz a educação ambiental em todos os graus e modalidades do ensino de forma transversal, efetivando-se através do Programa Agenda 21 Escolar.

O objetivo é formar elos de cidadania nas escolas públicas estaduais, estimulando a participação, a formação sobre a temática ambiental nas escolas.

Apesar destes avanços na legislação, o sistema educacional ainda não tem conseguido com que seus alunos adquiram essa competência. Os currículos de todos os graus e modalidades de ensino não garantem a aquisição dos conhecimentos necessários à compreensão da problemática ambiental.

E perguntamos: Quais são os caminhos utilizados pelas escolas em educação ambiental? A escola tem proporcionado condições para a produção e aquisição de conhecimentos e habilidades e para o desenvolvimento de atitudes visando à participação individual e coletiva de sua comunidade?

Mediante a essas reflexões, é necessário que o processo educativo deva pautar-se por uma postura dialógica, problematizadora, comprometida com transformações estruturais da sociedade e de cunho emancipatório.

Em outras palavras, trata-se de escolher a diretriz que deve referenciar o seu projeto político pedagógico, o compromisso e a competência do educador deverão ser requisitos indispensáveis para se passar do discurso à ação.

Neste sentido, o CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras- está realizando juntos a nossa cidade, esta reflexão e produzindo ações efetivas para a construção de novas ecopedagogias.

Esta mediação é que poderá definir e redefinir, continuamente, o modo como os atores sociais, por meio de suas práticas, alteram a qualidade do meio ambiente.

Guilhermina Rocha ( Historiadora/Especialista em Educação)
Diretora do Sinpro e da Feteerj

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sábado, 29 de maio de 2010

Seminário de Educação a Distância reúne sindicatos do sudeste

A Federação dos Trabalhadores em Educação do Estado do Rio de Janeiro (Feteerj) recebeu na última sexta-feira, dia 22, no Sinpro-Rio, dirigentes da Contee e representantes de Sindicatos da região sudeste, no 1º Seminário de Educação a Distância da Contee em parceria com a Feteerj.

A professora Aparecida Tiradentes, assessora do Sinpro-Rio e da Contee, apresentou, na mesa “Bases Filosóficas da Educação a Distância”, o pensamento do cientista norte-americano Burrhus Frederic Skinner (1904-1990) com sua crença na possibilidade de controlar e moldar o comportamento humano e no uso de aparatos tecnológicos. Estes últimos, segundo o cientista, garantem mais eficácia ao ensino. Aparecida mostrou a relação do pensamento de Skinner com a Educação a Distância.
Ponto de destaque no seminário foi a fala da professora Magna Corrêa, coordenadora da Comissão Educação Superior do Sinpro-Rio.

Magna destrinchou a atual situação do ensino superior privado no estado do Rio de Janeiro: o não recolhimento de encargos sociais, participação de empresas financeiras em grupos mantenedores de centros de ensino superior particulares e o Preal (Programa de Reforma Educacional na América Latina) que, a pretexto de democratização do acesso, expandiu o ensino privado na região.

“O governo Fernando Henrique falava da necessidade de capacitação rápida para atender ao mercado”, recorda a professora. A partir deste momento, houve a passagem de escolas administradas por gestores para conglomerados educacionais. “A Estácio, depois de ter colocado 51% das ações familiares na bolsa, operou uma radical redefinição dos padrões acadêmicos. Hoje, tem 256 mil alunos. Seu gigantismo foi reforçado por década de isenções tributárias, com estatuto de entidade filantrópica.”

De acordo com Magna, o Ensino a Distância gerou demissões em massa, redução salarial, acúmulo de funções, descumprimento das leis trabalhistas e redução da grade curricular.
A professora exibiu dois vídeos de protestos de alunos: na Faculdade Pitágoras, em Belo Horizonte, e na Faculdade Integrada do Recife. Em BH, os estudantes diziam: “queremos professor e não televisor”.

Os Sinpros e a educação superior
Hoje, 90% das instituições de ensino superior são particulares e 75% dos universitários brasileiros estão nas universidades privadas. Esta é uma realidade que não pode ser desprezada. Além disso, coloca sobre os dirigentes dos Sindicatos de escolas particulares uma grande responsabilidade: lutar contra a transformação em ensino em mercadoria.
Há um movimento das mantenedoras para tirar da esfera do MEC a fiscalização do ensino superior. Pretendem que a atribuição fique a cargo de ministérios, como o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Essa é a da lógica do ensino como mercadoria.

O Professor Rosaldo Bezerra Peixoto esteve representando o Sinpro Macaé e região  neste seminário contribuindo para o debate e para ações a serem realizadas em nossa base.  

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

ASSEMBLÉIA DO SINPRO MACAÉ E REGIÃO

O Sinpro Macaé e Região – Seção Rio das Ostras – realizou sua primeira assembléia geral no decurso da atual gestão (2009/2012).Ocorreu no dia 15 de abril ultimo, às 18 horas, nas sede do Sindserv –RO, sendo convocada através de cartazes nas escolas, e-mails e telefonemas.

A atual diretoria do Sinpro no desempenho de suas atribuições e em respeito ao Estatuto da entidade fez este chamado à categoria para tratar da seguinte pauta:

• Apresentação da nova diretoria;

• Informes sobre a rede;

• Organização do Sinpro;

• Acordo coletivo;

• Contribuição Sindical.

Estiveram presentes professores da rede, além dos representantes sindicais, professores Cesar Gomes, Sandra Regina e Rosaldo Peixoto.

Os debates ocorreram, democraticamente, sendo apresentados alguns problemas detectados na rede local.Alertou-se para existência de muitos professores desempregados, por exemplo.

Entre os professores assalariados, registrou-se o descumprimento, por parte de algumas escolas, das regras estabelecidas, contratualmente.Nestes casos, quando chamado, o sindicato desempenhou o seu papel.

Quanto as homologações, têm sido feitas pelo sindicato com muito trabalho, pois existem casos de tentativas de não-cumprimento dos direitos estabelecidos.

Durante a assembléia houve debate sobre as atuais condições salariais e de trabalho, além de projeções para o dissídio coletivo deste ano, previsto para maio, quando o Sinpro convocará nova assembléia.

A nova diretoria do Sinpro – Seção Rio das Ostras tem procurado dar mais atenção às escolas da região, além de atuar em outras frentes como o Conselho Municipal do Meio Ambiente de Rio das Ostras e o Diagnóstico Participativo do Programa de Educação ambiental da Bacia de Campos(PEA-BC), realizado pela Petrobras e o Ibama.

Além disso, o Sinpro – Seção Rio das Ostras participou do Fórum Social Mundial(FSM) realizado este ano em Porto alegre e Salvador e da Hora do Planeta, ocorrida no dia 27 de março último.

Por fim, diante dos desafios postos pela educação nesta região, a atual diretoria dôo Sinpro reafirma o seu compromisso na defesa dos direitos da categoria, além de continuar a luta por novas conquistas.

Saudações Sindicais

DIRETORIA DO SINPRO MACAÉ E REGIÃO E SEÇÃO RIO DAS OSTRAS

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