terça-feira, 31 de julho de 2018
segunda-feira, 30 de julho de 2018
Sinpro promove roda de conversa que valoriza a história das mulheres negras
Evento acontecerá no dia 4 de agosto, em Rio das
Ostras, e terá ainda a oficina de turbantes
A história e a representatividade da
mulher negra serão alguns dos assuntos da roda de conversa promovida pelo
Sindicato dos Professores da Rede Particular de Ensino de Macaé e Região. O
evento, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americano e
Caribenha e ao Dia de Tereza Benguela, acontecerá no
sábado, dia 4 de agosto, das 10 às 13 horas, na Confraria do Jamelão, em Rio
das Ostras. O evento é aberto ao público.
"Mulheres negras contam sua
história” será o tema da roda de conversa. Na programação está ainda a oficina
de turbantes “A força da identidade negra e seu empoderamento”. De acordo com umas das diretoras do Sinpro
Macaé e Região, Rosilene Macedo, com o evento o Sinpro, enquanto movimento
social, reforça a sua responsabilidade de levantar temas que são urgentes na
sociedade. “O Sindicato tem um papel preponderante para levantar temas importantes
para a atuação e formação do professor. Aproveitamos este dia para abordar as
políticas de afirmação das mulheres negras, valorizando a formação de nosso
povo. Falaremos da questão da violência crescente, da desvalorização desta
mulher no mercado de trabalho, entre outros. Isso é importante para desenvolvermos
nosso conhecimento”.
Rosilene lembra que trazer a memória de Tereza
de Benguela, uma mulher de resistência, que para muitos é desconhecida, é bem
especial. “Ela foi uma mulher à frente de seu tempo e construiu um verdadeiro
império, tanto que era chamada de Rainha Tereza. Nós professores gostamos de
diálogo e precisamos estar nestas conversas sobre e para a educação”.
De acordo com o Retrato das
Desigualdades de Gênero e Raça, no Brasil as mulheres negras são 55,6 milhões,
chefiam 41,1% das famílias negras e recebem, em média, 58,2% da renda das
mulheres brancas. Já segundo o Infopen Mulher em cada três mulheres presas,
duas são negras num total de 37, 8 mil detentas. Ao mesmo tempo, o quadro
diretivo das maiores empresas no Brasil, as negras são apenas 0,4% das
executivas, apenas duas num total de 548 executivos e executivas. Na política,
como levantou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as
mulheres negras são menos de 1% na Câmara dos Deputados. Dos 513 parlamentares,
52 são mulheres, sendo 7 negras. “A ação fortalece não só a mulher negra como a
mulher de uma forma geral. É preciso que todos se sintam representadas. Ocupar
estes espaços é uma forma de ver a expressão das pessoas e pensar em novas
políticas públicas eficazes”, finalizou o presidente do Sinpro Macaé e Região,
Cesar Araújo.
A Confraria do Jamelão fica localizada
na Rua Vitória, quadra 17- Lote 02 - Recreio, Rio das Ostras.
SERVIÇO
Roda de Conversa "Mulheres negras
contam sua história”
Dia: 04 de agosto
Horário: 10 às 13 horas
Local: Confraria do Jamelão (Rua
Vitória, quadra 17- Lote 02 - Recreio,
Rio das Ostras)
Evento aberto ao público.
Sinpro Macaé e Região participa da Marcha das Mulheres Negras
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| Diretora do Sinpro, Guilhermina Rocha, ao lado da irmã de Marielle Franco, Prof Anielle Franco, e a mãe da Marielle, Marinette Silva |
Milhares de pessoas se reuniram na orla de Copacabana, no domingo
Para
lutar pelo direito igualitário das mulheres dentro da sociedade,
aproximadamente sete mil pessoas participaram da IV Macha das Mulheres Negras,
no domingo, dia 29, em Copacabana. O evento teve como tema "Pela Vida do
povo preto: mais mulheres no poder" e foi organizado pelo Fórum Estadual
das Mulheres Negras do Rio de Janeiro. O Sindicato dos Professores da Rede
Particular de Ensino (Sinpro Macaé e Região) marcou presença nesta luta contra
o racismo e a violência contra as mulheres.
Diversos ativistas
políticos discursaram em frente ao Copacabana Palace. “Foi um momento para
lembrarmos das grandes lideranças deste movimento e o legado de luta e
resistência que elas deixaram. Lembramos de nome importantes como Tia Ciata,
Dona Ivone Lara, Carolina de Jesus, Mariele Franco, entre outras, marcaram com o
seu protagonismo a conscientização do papel da mulher negra em nossa sociedade.
Esta é uma causa dos movimentos sociais e o Sinpro Macaé e Região também apoia
a resistência contra estas desigualdades sociais, genocídio, racismo e sexismo”,
disse a secretária geral do Sinpro, Guilhermina Rocha.
Durante a
passeata diversas foram as manifestações que ocuparam Copacabana. Em uma delas,
Marielle Franco, que defendia em suas pautas as mulheres negras, o combate à violência
e ao encarceramento e genocídio dos jovens negros, foi lembrada por oito
mulheres negras que carregavam a foto da vereadora que foi executada no dia 14
de março e as investigações até hoje não apontaram a autoria do crime.
A marcha
pediu ainda pelo fim do feminicídio de mulheres negras; e pela garantia e
cumprimento da Lei 10.639 (que torna obrigatório o ensino da história e cultura
afro-brasileira e africana em todas as escolas, públicas e particulares, do
ensino fundamental até o ensino médio) e da Lei 11.649 no componente curricular
e o desenvolvimento do trabalho docente. Ela foi ainda contra a redução da
maioridade penal.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
[BANCO DE HORAS] TST dá ganho de causa para o sindicato e não aplica a reforma trabalhista em caso de banco de horas por acordo individual
Recentemente, a Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho,
manteve decisão do TRT da 2ª Região, quanto à inaplicabilidade desta reforma em
caso de banco de horas por acordo individual. A sentença deu vitória ao sindicato,
que conseguiu a suspensão dos acordos que já haviam sido firmados.
Na situação apreciada pelo TST a empresa entrou com um pedido de liminar em face de decisão monocrática
proferida em mandado de segurança, mediante a qual a desembargadora do TRT-2
havia indeferido o pedido de liminar, mantendo a decisão por
meio da qual se anteciparam os efeitos da tutela nos autos da ação civil
pública ajuizada pelo Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio
e em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empresas
de Serviços Contábeis de Santos e Região (Seaac).
Com isso, foi mantida a imediata suspensão dos efeitos dos
acordos individuais de banco de horas firmados entre a empresa e seus
empregados, o imediato pagamento de horas extras, a obrigação de a empresa se
abster de firmar novos acordos individuais, sob pena de multa diária no valor
de R$ 100 por empregado, limitada a R$ 10 mil por empregado, no caso de
descumprimento da obrigação após o prazo de cinco dias, contados da intimação
da decisão.
Segundo a desembargadora Maria Isabel Cueva Moraes, com a
entrada em vigor da Lei 13.467/2017, foi autorizada a implantação do banco de
horas por acordo individual, sem a participação do sindicato. Entretanto, a lei
prevê a possibilidade de que essa pactuação seja por acordo individual escrito,
desde que a compensação ocorra no período máximo de seis meses. “No entanto, a
aplicação ao caso das alterações trazidas com a Lei 13.467/2017 configuraria
nítida ofensa ao princípio da irretroatividade da Lei e, principalmente, à
segurança jurídica”, ressaltou a magistrada, que disse ainda que o direito ao
percebimento de eventuais horas extras prestadas já tinha sido incorporado ao
patrimônio jurídico dos empregados em momento anterior às alterações
legislativas promovidas pela referida lei.
Desta forma, o pedido da empresa de rever a situação foi
julgado improcedente, mantendo assim a decisão da desembargadora do TRT-2.
quarta-feira, 25 de julho de 2018
Sinpro Macaé e Região levanta alternativas para evitar problemas sociais que retiram o direito à educação dos jovens no Brasil
Bate-papo aconteceu em Macaé, no bairro Aroeira, reuniu adolescentes e educadores
Duas pesquisas recentes mostram a necessidade de se intensificar as políticas públicas para garantir o acesso dos jovens à educação, tirando-os das vulnerabilidades da violência. Em 2017, 55% dos presos no Brasil eram jovens, por outro lado, em 2018, outro levantamento mostrou que 27% dos jovens entre 15 e 17 anos estão fora das escolas. Para debater esta realidade e propor mudanças, O Sinpro Macaé participou do bate-papo “Educação e superação da violência”. O encontro fez parte das comemorações dos 205 anos de Macaé e foi proposto pelo mandato do vereador Marcel Silvano.
A diretora geral do Sinpro Macaé e Região, Guilhermina Rocha, foi uma das convidadas para colaborar com o debate. “Nos últimos anos, as pesquisas mostram que os jovens estão sendo privados das oportunidades e são as principais vítimas dos assassinatos em nosso país. A evasão escolar deles também é muito alta. Precisamos de políticas públicas que garantam promovam o acesso a possibilidades de crescimento tanto pessoas, quanto profissional com condições dignas para que possam entrar no mercado de trabalho”.
Também participaram do encontro o professor de sociologia, Paulo Henrique Dantas, e a professora, Ivânia Ribeiro, que também faz parte da diretoria do Sinpro Macaé e Região. Na praça, localizado em frente ao CIEP do Bairro Aroeira, eles refletiram sobre dados alarmantes como o de que 30% dos cidadãos privados de liberdade têm entre 18 e 24 anos, e 25% entre 25 e 29 anos. Números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad).
JOVENS FORA DA ESCOLA – Este ano, um levantamento do Instituto Ayrton Senna e do Instituto de Ensino e pesquisa (Insper), apontou que 2,8 milhões de jovens – com idades entre 15 e 17 anos - não se matricularam no início do ano letivo. Isso representa 27% de possíveis alunos, entre os 10 milhões de jovens nessa faixa etária que deveriam estar frequentando a escola. Em abril de 2017, o estudo do Movimento Todos Pela Educação mostrou que 41,5% dos jovens de 19 anos não concluíram ensino médio.Fora da escola eles viram outras estatísticas que mostram a segregação por raça. Em 2018, o perfil de quem sofre homicídios - divulgado por uma pesquisa que teve como data de referência uma década (2006 a 2016) e feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) - é de jovem, negro, oriundos das periferias, com baixa escolaridade e inserção precária no mercado de trabalho.
DESEMPREGADOS – Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) o desemprego entre jovens brasileiros atingiu no fim de 2017 a maior taxa em 27 anos, com 30% das pessoas de 15 a 24 anos em busca de uma ocupação. A taxa brasileira é mais que o dobro da média mundial, de 13,1%.
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