O que se pode propor dentro do conceito
saúde quando a percepção compartilhada de uma classe profissional é
mencionar movimentos em torno do adoecimento, construindo hipóteses a
respeito do que poderia ser a sua origem, edificando pensamentos
desanimadores intrínsecos aos problemas subjetivos do indivíduo? Visto
que cada pessoa tem uma forma de estar no mundo, aceitando ou não,
culpabilizando ou não fatores estressores que podem advir das relações
financeiras, das ordens políticas, das influências culturais e sociais,
acreditando não ter a mínima condição de mudança, criando resistência
psíquica em elaborar outras possibilidades de transformação e
ajustando-se ao comportamento do grupo a que pertence, expressam sua
angustia com jargões tipo “não tem mais jeito” ou “não sei mais o que
fazer”, adoecem assim o corpo.
Como buscar ajuda contra os moinhos de vento? Como não enlouquecer com um turbilhão de elementos que propõem a alienação? E o psicólogo como entra na vida do professor?
Antes poderíamos ser breves para tentar conceituar a palavra instituição, que é uma instância de saber que a todo momento reestruturam sua relação social, organizam seus espaços e formulam diversas composições aos limites estabelecidos, dentro de uma lógica virtual, simbólica e imaginária, mas não desvinculada da prática social. Assim cada sociedade segue um modelo que mais lhe convém à sua estrutura e modelo social, que será mantida e sustentada em diversos níveis como escola, igreja, família, trabalho, sistema jurídico, penitenciário e outros.
O homem cria as instituições com o propósito de sentir-se amparado, esperando que as mesmas promovam estruturas de apoio para acalmar os efeitos do caos, das desordens sociais, afastando a possibilidade de destruição das relações humanas.
Contudo, o que se percebe é que quando as estruturas institucionais são subordinadas aos privilégios e não ao desejo coletivo, seu sentido original perde o sentido, torna-se um instrumento que ameaça a liberdade que a democracia sustenta. Dentro dessa possibilidade a instituição servirá como propósito contrário para o que foi criada, falseando a liberdade, adoecendo o homem e desprotegendo-o.
O que se percebe nos discursos dos professores é essa posição sobre o abandono que se constitui no pensamento da coletividade, promovendo uma força que deixa de ser contrária ao sistema institucional, que fomenta sem resistência normas rígidas para o controle educacional, (mas o que estamos vendo é um descontrole disciplinar, uma disputa de forças entre alunos e professores) esquecendo-se de amparar o profissional da educação, extraindo sua força, seu desejo como pessoa humana, deixando-os mais vulneráveis aos eventos do cotidiano, tornando a instituição menos comunitária, dando lugar a uma identidade narcisista alienante.
O que a psicologia se propõe nesse sentido é promover a autogestão como elemento de produção e construção do indivíduo face ao dilema cristalizado - a priori como imutável e inquestionável- provocando mudanças, estabelecendo elaborações que possam pleitear que a instituição não pode ser compreendida somente como algo conservador, sem movimento e contrário ao instituído.
O que se vê é o silêncio abatido que acomoda a consciência de muitos, adoecendo tantos outros, disseminando desesperanças e alienação sobre a profissão de professor que é tão nobre e importante para a sociedade, produzindo indiferença e precária comunicação com os alunos, aumentando os moinhos de vento. Mas quando esse silêncio se rompe há um descortinamento, quebram-se os obstáculos, revela-se outra realidade dessa estrutura institucional que fazemos parte, do “ainda não saber fazer”, porque tudo é novo e desconhecido, deixa-se de ser censurado. Essa é a força do instituído, de produzir, de construir saberes, se autogerindo através da crítica, do direcionamento, de estabelecer formas próprias para constituir o prazer coletivo da profissão.
Enquanto psicólogo em que medida isso nos atinge? Em auxiliar a elucidar os conteúdos adormecidos, dentro do possível ajudar a expor o material oculto, desmitificando os moinhos de vento, tornando admissível a mudança pessoal, ajudando a extrair o fardo da profissão, evitando assim o adoecimento psíquico. Fazendo da vida uma nova possibilidade de descobertas.
Texto escrito por: Marcio Neves, Psicólogo da Elabore Psicologia Clínica CRP 16/3701
Como buscar ajuda contra os moinhos de vento? Como não enlouquecer com um turbilhão de elementos que propõem a alienação? E o psicólogo como entra na vida do professor?
Antes poderíamos ser breves para tentar conceituar a palavra instituição, que é uma instância de saber que a todo momento reestruturam sua relação social, organizam seus espaços e formulam diversas composições aos limites estabelecidos, dentro de uma lógica virtual, simbólica e imaginária, mas não desvinculada da prática social. Assim cada sociedade segue um modelo que mais lhe convém à sua estrutura e modelo social, que será mantida e sustentada em diversos níveis como escola, igreja, família, trabalho, sistema jurídico, penitenciário e outros.
O homem cria as instituições com o propósito de sentir-se amparado, esperando que as mesmas promovam estruturas de apoio para acalmar os efeitos do caos, das desordens sociais, afastando a possibilidade de destruição das relações humanas.
Contudo, o que se percebe é que quando as estruturas institucionais são subordinadas aos privilégios e não ao desejo coletivo, seu sentido original perde o sentido, torna-se um instrumento que ameaça a liberdade que a democracia sustenta. Dentro dessa possibilidade a instituição servirá como propósito contrário para o que foi criada, falseando a liberdade, adoecendo o homem e desprotegendo-o.
O que se percebe nos discursos dos professores é essa posição sobre o abandono que se constitui no pensamento da coletividade, promovendo uma força que deixa de ser contrária ao sistema institucional, que fomenta sem resistência normas rígidas para o controle educacional, (mas o que estamos vendo é um descontrole disciplinar, uma disputa de forças entre alunos e professores) esquecendo-se de amparar o profissional da educação, extraindo sua força, seu desejo como pessoa humana, deixando-os mais vulneráveis aos eventos do cotidiano, tornando a instituição menos comunitária, dando lugar a uma identidade narcisista alienante.
O que a psicologia se propõe nesse sentido é promover a autogestão como elemento de produção e construção do indivíduo face ao dilema cristalizado - a priori como imutável e inquestionável- provocando mudanças, estabelecendo elaborações que possam pleitear que a instituição não pode ser compreendida somente como algo conservador, sem movimento e contrário ao instituído.
O que se vê é o silêncio abatido que acomoda a consciência de muitos, adoecendo tantos outros, disseminando desesperanças e alienação sobre a profissão de professor que é tão nobre e importante para a sociedade, produzindo indiferença e precária comunicação com os alunos, aumentando os moinhos de vento. Mas quando esse silêncio se rompe há um descortinamento, quebram-se os obstáculos, revela-se outra realidade dessa estrutura institucional que fazemos parte, do “ainda não saber fazer”, porque tudo é novo e desconhecido, deixa-se de ser censurado. Essa é a força do instituído, de produzir, de construir saberes, se autogerindo através da crítica, do direcionamento, de estabelecer formas próprias para constituir o prazer coletivo da profissão.
Enquanto psicólogo em que medida isso nos atinge? Em auxiliar a elucidar os conteúdos adormecidos, dentro do possível ajudar a expor o material oculto, desmitificando os moinhos de vento, tornando admissível a mudança pessoal, ajudando a extrair o fardo da profissão, evitando assim o adoecimento psíquico. Fazendo da vida uma nova possibilidade de descobertas.
Texto escrito por: Marcio Neves, Psicólogo da Elabore Psicologia Clínica CRP 16/3701
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